Polícia invade lanchonete e liberta reféns na zona leste de SP

Drama durou 9 horas; homem entrou no local para se reconciliar com a ex-mulher e fez ela e mais três reféns

Andressa Zanandrea, do Jornal da Tarde e Ricardo Valota, do estadão.com.br,

25 de abril de 2008 | 06h37

As três pessoas que eram mantidas reféns em uma lanchonete no Tatuapé durante a madrugada desta sexta-feira foram libertadas às 6h15, após os policiais invadirem o local. O homem que mantinha os três funcionários da casa de esfirras Turco sob a mira de um revólver desde as 21h30 de quinta-feira deu um tiro por volta das 6 horas, depois dos policiais negarem água para ele. Armado, o homem, identificado como Carlos, invadiu a loja localizada na esquina da Rua Visconde de Itaboraí com a Rua Tijuco Preto na noite de quinta-feira. Segundo a polícia, Carlos procurou Rosinete, sua ex-mulher e funcionária do local, com o objetivo de se reconciliar com ela. Ao não ter da moça a atenção desejada, resolveu sacar a arma e tomar quatro funcionários reféns, dizendo que iria matar a funcionária e depois se suicidar. Ele liberou por volta das 3h20 um dos reféns, que trabalhava na cozinha do casa de esfirras. Um casal de clientes com seus dois filhos e o motoboy que realiza entregas conseguiram deixar o estabelecimento e acionaram a Polícia Militar, que cercou a lanchonete. Carlos chegou a roubar o celular de clientes. O Grupo de Ações Táticas e Especiais (GATE) foi chamado para ajudar nas negociações. O caso será registrado no 3º DP do Tatuapé. Carlos será indiciado por roubo, cárcere privado, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma.

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