Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Polícia indicia 5 por queda de helicóptero que matou filho de Alckmin

Governador comentou que conclusão do inquérito não vai trazer de volta Thomaz Alckmin, mas que é importante para evitar novos acidentes; outros 4 morreram

Alexandre Hisayasu e Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2016 | 13h14

SÃO PAULO - A Polícia Civil de Carapicuíba, na Grande São Paulo, responsabilizou cinco pessoas da empresa Helipark, que faz manutenção de helicópteros, pelo acidente aéreo que matou o filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB) Thomaz Alckmin, de 31 anos, em abril de 2015. Na ocasião, o helicóptero em que ele estava caiu. Também morreram o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, de 53, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, de 42, Erick Martinho, de 36, e Leandro Souza, de 34.

As investigações foram encerradas em novembro e concluíram que o acidente foi causado por falta de manutenção da aeronave. Três funcionários foram indiciados por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), porque não checaram o helicóptero antes da decolagem; um outro foi indiciado por falso testemunho, porque deu informações erradas sobre o tempo de voo; e o último funcionário foi indiciado por fraude processual, por apagar imagens das câmeras de segurança.

Alckmin disse nesta quarta-feira, 7, que a conclusão do inquérito não vai trazer seu filho de volta, mas é importante para evitar que acidentes como esse voltem a acontecer. 

"Não vai trazer de volta o Thomaz, nosso filho. É importante para você evitar que os fatos se repitam. A lógica de uma investigação de acidente, seja aéreo, seja terrestre tem esse sentido, de você ter a investigação para verificar qual foi a causa e evitar que se repita", afirmou o governador após agenda no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, no Morumbi, zona sul da capital paulista.

Resposta. Em nota, o Helipark disse que o inquérito baseia-se na premissa de que a aeronave decolou com um componente imprescindível ao voo desconectado, o que, segundo a empresa é uma "hipótese absurda do ponto de vista técnico".

"(É) equivalente a imaginar-se dirigir um automóvel com a barra de direção solta. Tratando-se de um helicóptero, o mero acionamento dos motores provocaria o tombamento lateral da aeronave ainda na pista", diz o Helipark. 

O Helipark diz que aguarda a manifestação do Ministério Público Estadual e "segue convicta de seu absoluto comprometimento com as normas técnicas que regem a manutenção aeronáutica e acredita que a verdade surgirá, ao término de uma investigação efetiva e imparcial".

 

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