Sueli Aparecida Dias
Sueli Aparecida Dias

Polícia identifica suspeitos de trote violento no interior

Estudante teve queimaduras de 3º grau nas pernas e no umbigo por uma substância química; outro aluno corre risco de perder a visão

CHICO SIQUEIRA, Especial para O Estado

05 Fevereiro 2015 | 23h16

ADAMANTINA - A Polícia Civil de Adamantina, no interior de São Paulo, identificou cerca de 10 pessoas suspeitas de terem participado do trote violento que causou ferimentos nas pernas da estudante de pedagogia Nathália de Souza Santos, de 17 anos, nas Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI). Nathália teve queimaduras de 3° grau nas pernas e no umbigo por uma substância química, ainda não identificada, jogada por estudantes veteranos na festa de recepção dos novos alunos na noite de segunda-feira, 2.

Segundo o delegado Rodrigo Pigozzi Alabarse, as pessoas identificadas são estudantes da faculdade. "Essas pessoas foram identificadas por fotos divulgadas na rede social e pela investigação. Elas deverão ser ouvidas a partir desta sexta-feira", afirmou o delegado, acrescentando que a polícia ainda não identificou qual o tipo de produto químico jogado em Nathália e outra colega do curso de pedagogia, que também ficou ferida, mas em menor grau. "Essas meninas são até de outro câmpus, mas acho que vieram para onde ocorreu o trote para participar da festa de recepção aos calouros e acabaram sendo surpreendidas", completou o delegado.

Nas imagens da polícia, jovens aparecem usando luvas e manipulando garrafas pets. "Não queremos cometer injustiças porque pode ser que nem todos participaram do trote", disse o delegado. Segundo ele, os depoimentos das vítimas e dos suspeitos deverão esclarecer o que ocorreu e quem foram os responsáveis pelo trote violento da noite de segunda-feira.

A Polícia Civil também levanta paralelamente as responsabilidades do trote violento contra o estudante de engenharia ambiental Caio Eduardo Castilho, de 18 anos, que teve a córnea atingida por uma substância desconhecida e corre o risco de ficar cego do olho esquerdo. 

Alabarse falou por telefone na tarde desta quinta-feira, 5, com o estudante, que mora em Tupã. "Acredito que não será difícil identificar os responsáveis por este trote", afirmou. "Temos algumas informações de que quem participou das agressões foram estudantes veteranos do curso de engenharia ambiental, por isso, nossa intenção já é identificar a partir de amanhã (sexta) quem foram os responsáveis por essas agressões", declarou o delegado.

Mais conteúdo sobre:
Adamantina São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.