Polícia identifica psicólogo, que é vítima, como ladrão

O delegado Armando Roberto Bélio, titular do 27.º DP (Campo Belo), admitiu ontem que houve erro da polícia no registro do boletim de ocorrência, que apontou o psicólogo Ubiratan de Campos Escudero como acusado de trocar tiros com policiais militares, depois de roubo a cliente de um banco na Vila Mariana, zona sul.

O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2012 | 03h02

Escudero é inocente e teve os documentos roubados no mês passado. Como o ladrão estava usando os documentos dele, o nome do psicólogo apareceu como indiciado pelos crimes de roubo e resistência à prisão no boletim de ocorrência registrado na delegacia.

"O delegado plantonista acabou não colhendo as impressões digitais do ladrão que estava no hospital e aceitou a documentação que foi apresentada para fazer o boletim de ocorrência", afirmou Bélio, referindo-se à carteira de motorista apreendida com o assaltante. Segundo Bélio, o delegado plantonista poderia ter descoberto o roubo dos documentos do psicólogo se tivesse feito uma pesquisa com o nome dele no sistema da Polícia Civil. "Por isso é importante uma vítima registrar o roubo dos documentos", observou.

Escudero foi até o 27.º DP para esclarecer a situação, na quarta-feira. O bandido foi baleado durante perseguição e morreu no hospital. /GIO MENDES

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