Polícia finaliza inquérito e indicia Lindemberg e pai de Eloá

Seqüestrador responde por quatro crimes e Everaldo dos Santos foi indiciado por falsidade ideológica

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2008 | 19h15

O delegado Sergio Luditza, titular do 6.º Distrito Policial de Santo André, no ABC paulista, finalizou o inquérito policial do caso mais longo de cárcere privado de São Paulo nesta sexta-feira, 24. Lindemberg Alves, de 22 anos, foi indiciado por quatro crimes por ter matado a ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, após mantê-la, junto com a amiga Nayara Rodrigues da Silva, refém por mais de 100 horas. A surpresa foi o delegado também ter indiciado o pai de Eloá, Everaldo Pereira dos Santos, por três crimes. A promotoria deve fazer denúncia até a próxima quinta-feira.   Veja também: Nayara faz homenagem à amiga Eloá no Orkut Polícia pode conceder delação premiada a pai de Eloá Depoimento de Nayara traz 3ª contradição do Gate sobre o caso Leia a íntegra do depoimento de Nayara Lindemberg ficou chocado ao saber da morte de Eloá Equipe do Gate pode ter se confundido com tiro, admite coronel Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Especial: 100 horas de tragédia no ABC   Mãe de Eloá diz que perdoa Lindemberg  Imagens da negociação com Lindemberg I  Imagens da negociação com Lindemberg II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Galeria de fotos com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso Eloá         No documento entregue ao promotor Antônio Nobre Folgado, Lindemberg é indiciado por homicídio doloso, pela morte de Eloá; duas tentativas de homicídio, por ele ter atirado em Nayara e contra um tenente da PM enquanto estava no cativeiro; porte ilegal de arma e periclitar a vida. Já o pai de Eloá, conhecido em São Paulo como Aldo José da Silva, foi indiciado por falsidade ideológica, porte de documento falso e porte ilegal de arma.   O pai da garota foi indiciado, segundo o delegado, por ter se apresentado a polícia com o nome falso no início do seqüestro e porque uma das armas usadas por Lindemberg no apartamento - uma espingarda - pertencia a ele. Santos está foragido da polícia de Alagoas, acusado de participar da chamada "gangue fardada". Na ficha dele constam quatro homicídios, entre eles o do delegado Ricardo Lessa - irmão do ex-governador Ronaldo Lessa. Segundo o delegado, Lessa investigava a "gangue fardada", grupo de extermínio formada por policiais, da qual o pai de Eloá faria parte. Ele foi cabo em Alagoas até 1993.   Atualizado às 19h36 para acréscimo de informações

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