Polícia Federal só viu provas contra os pilotos mortos

Se o Ministério Público Federal (MPF) encontrou indícios de crime contra três acusados, a Polícia Federal só viu provas que incriminavam os pilotos mortos no acidente. Em 2009, o delegado federal Ricardo Sancovitch enviou à Justiça o relatório final do inquérito sobre a tragédia do Airbus A320 sem apontar nexo causal entre as condutas dos investigados - responsáveis pela operação do avião e do aeroporto. Na prática, isso significou que o acidente, para a PF, havia sido causado exclusivamente por um erro dos pilotos.

Marcelo Godoy e Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2011 | 00h00

A leitura das caixas-pretas do avião indicou que os comandantes Kleiber Lima e Henrique Stefanini di Sacco manusearam os manetes (aceleradores) de maneira diferente da recomendada. Um deles teria permanecido na posição de aceleração, o que contribuiu para desgovernar o Airbus. O jato atravessou a pista de Congonhas e bateu em um prédio a 175 km/h. A Polícia Civil, que também investigou o acidente, chegou a acusar dez pessoas, mas o indiciamento foi anulado - o caso era de competência da Justiça Federal.

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