Polícia fecha loja de sapatos que funcionava como bingo

Ação da Polícia Civil prendeu uma pessoa e apreendeu 74 máquinas de videobingo após denúncia anônima

Andressa Zanandrea, do Jornal da Tarde,

12 de setembro de 2007 | 07h42

Dois bingos clandestinos foram fechados na noite de terça-feira, 11, pela Polícia Civil em Santa Cecília, na zona oeste de São Paulo. Uma pessoa foi presa por corrupção ativa e outras duas assinaram termo circunstanciado. Além disso, 74 máquinas de videobingo foram apreendidas. Um dos bingos funcionava em um minishopping na Avenida Angélica e era mascarada como se fosse uma loja de sapatos.   Após receber uma denúncia anônima, policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia Seccional foram até o local e aproveitaram o momento em que um homem entrou na loja, após a porta de aço ser aberta. Dentro, uma outra porta, com olho mágico, controlava a entrada de clientes do bingo, que aguardavam na sapataria.   Segundo a polícia, a casa de jogos funcionava havia uma semana. No local, havia 19 máquinas de videobingo e confortáveis poltronas. Os clientes jogavam tranqüilamente enquanto eram servidos por garçons. Na hora em que a polícia chegou, havia apenas o dono do bingo e um garçom, que assinaram termo circunstanciado por jogo de azar e vão responder em liberdade.   Na Rua Fortunato, também em Santa Cecília, policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil apreenderam 55 máquinas de videobingo. Uma denúncia, recebida pelo Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), levou até o prédio no final da noite de terça-feira. Na parte de baixo do imóvel, funcionava um bar. Em cima, o bingo. Não havia nenhuma placa indicativa, mas, ao abrirem uma porta lateral, os policiais encontraram as máquinas. No interior, uma placa indicava o local como a Federação Paulista de Jogo de Damas.   A chegada dos policiais deve ter sido percebida pelas pessoas que estavam no bingo, já que havia copos com bebidas e cinzeiros com cigarros no local. Pouco depois, chegou um homem que teria se identificado como advogado e oferecido R$ 3.950 aos agentes, para que aliviassem a apreensão. Antônio Carlos da Silva Lima recebeu voz de prisão e foi autuado em flagrante por corrupção ativa. As máquinas foram encaminhadas à Subprefeitura da Sé.

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