Polícia fecha bingo que funcionava mesmo após ser lacrado

Casa de videobingo é lacrada e gerente do local deve responder por crime de desobediência

Andressa Zanandrea, do Jornal da Tarde,

29 de outubro de 2007 | 08h19

Uma casa com 34 máquinas de videobingo foi fechada pela polícia, no final da noite de domingo, 28, no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. As máquinas já haviam sido lacradas no dia 29 do mês passado, mas, mesmo com a proibição, a casa voltou a funcionar.   No imóvel de dois andares, na Rua Emília Marengo, as 34 máquinas ficavam distribuídas em quatro salas, todas carpetadas e com ventiladores de teto. Quando os policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) chegaram ao local, por volta das 22h45 de domingo, havia 21 pessoas na casa, sendo que quatro eram funcionários.   "Recebemos uma denúncia de que aqui funcionava uma casa de jogos de azar, e encontramos a casa apagada, como se não houvesse ninguém. Mas um policial à paisana havia chegado quinze minutos antes e constatado que estava funcionando", disse José Roberto Arruda, delegado do Garra. Funcionários teriam percebido a chegada da polícia a partir das câmeras de vigilância, monitoradas dos fundos do imóvel.   Nas máquinas de videobingo, os policiais encontraram R$ 8 mil. Segundo o delegado, o gerente Celso Augusto Brandi, de 37 anos, que havia assinado como depositário das máquinas quando houve a apreensão no final do mês passado, poderá responder por crime de desobediência. No domingo, ele não estava no local no momento em que a casa foi estourada pela polícia.

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