Polícia fecha 8 casas noturnas suspeitas de prostituição em SP

Menor é encontrada; polícia acha que informações sobre a blitz vazaram pois algumas casas estavam fechadas

Andressa Zanandrea, do Jornal da Tarde,

30 de novembro de 2007 | 06h55

Oito casas noturnas suspeitas de ser pontos de prostituição foram fechadas entre a noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta-feira, 30, nas regiões central, leste e sul de São Paulo. A Operação Carrossel, do Grupo de Operações Especiais (GOE), teve como principal objetivo combater a prostituição infantil. Uma menina de 17 anos foi encontrada em uma das boates, na Rua Augusta, no centro.  Na maior operação contra prostituição já realizada em São Paulo, 17 casas noturnas, principalmente na região da Rua Augusta, seriam vistoriadas por 350 agentes. A maioria, no entanto, estava fechada. A polícia acredita que houve vazamento de informação sobre a blitz, apesar de os homens do GOE terem ficado sabendo da operação uma hora antes do início. O planejamento durou uma semana, segundo o delegado Luiz Antônio Pinheiro. Na Rua Augusta, os policiais fecharam seis casas: Big Ben, Kilt, Maison, Vira Virou, Las Jegas e Castelão. Em uma delas havia uma menina de 17 anos. Os policiais também encontraram bebidas adulteradas e comida estragada em alguns estabelecimentos, além de uma conexão entre uma das casas e um mini-hotel.  Zona leste A noite estava animada no Connection Night Club, no Jardim Anália Franco, na zona leste, até a chegada dos agentes do GOE. No local, havia cerca de 300 pessoas, entre funcionários, clientes e garotas de programa. Seis casais usavam quartos do local, onde há uma ala com 45 suítes. Os policiais fecharam também o American Show, em Moema, na zona sul. A casa tem quartos, mas todos estavam fechados quando os agentes chegaram. Os casais que estavam em quartos das casas noturnas também foram levados às delegacias dos bairros. Os gerentes foram indiciados por favorecimento à prostituição e, o da boate em que havia a menina de 17 anos, também por aliciamento de menores. A Operação Carrossel é considerada uma extensão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo. De acordo com os vereadores, há denúncias de que a falta de fiscalização permite que menores de idade trabalhem em boates. A CPI, presidida pelo vereador Paulo Fiorillo (PT), durou cerca de um ano.

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