Polícia fecha 2,7 bingos ilegais por dia na capital

As casas ilegais estão espalhadas por toda a cidade e oferecem tanto bingo em cartela quanto máquinas de caça-níquel

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

17 Julho 2016 | 03h00

SÃO PAULO - Só na capital, a Polícia de São Paulo fechou 2,7 bingos clandestinos a cada dia em 2016. Em geral, eles ficam em locais escondidos, têm segurança reforçada e acesso restrito a pessoas indicadas por frequentadores. Ao todo, 499 estabelecimentos foram alvo de batidas policiais no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

As casas ilegais estão espalhadas por toda a cidade e oferecem tanto bingo em cartela quanto máquinas de caça-níquel. “Geralmente o registro é feito como lanchonete e está em nome de um laranja”, diz o promotor Cássio Conserino, que já atuou no combate a jogos de azar. “A pessoa por trás disso dificilmente é descoberta, mas quem mais explora é o criminoso do colarinho branco.”

Segundo afirma, o negócio é viabilizado pela corrupção policial. “Há vários casos em que a Polícia Civil recebia propina mensal para permitir o negócio, enquanto a Polícia Militar chegava a fazer a segurança do local”, diz.

Investigações da Polícia Civil também apontam a ação de uma associação criminosa que alicia turistas para cassinos clandestinos em São Paulo. Eles são abordados por taxistas, que oferecem corridas gratuitas até o local onde ocorre o jogo ilegal. Se não perderem dinheiro jogando, são assaltados na saída. No ano passado, cerca de 20 casas foram fechadas em operação da Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur).

Em nota, a SSP afirma que as Corregedorias “atuam de forma incisiva” para combater o envolvimento de policiais com bingos clandestinos. Há 65 procedimentos abertos contra civis e 30, contra PMs. 

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