Polícia faz reconstituição da morte de zelador de prédio

Polícia faz reconstituição da morte de zelador de prédio

O publicitário Eduardo Martins e sua mulher foram levados a Praia Grande, onde o corpo de Jezi Lopes foi esquartejado

Zuleide de Barros, Especial para O Estado

16 de junho de 2014 | 22h56

PRAIA GRANDE - A Polícia fez nesta segunda-feira, 16, a reconstituição da morte do zelador Jezi Lopes, que foi esquartejado em uma casa no Balneário Maracanã, no município de Praia Grande, no último dia 1º. Toda a ação policial durou cerca de três horas e foi acompanhada de perto por peritos do Instituto de Criminalística, da capital. O publicitário Eduardo Martins, de 47 anos, e sua mulher, a advogada Ieda Cristina, de 42, foram levados em duas viaturas policiais.

Quando os dois acusados chegaram à residência localizada na Avenida César Rodrigues, foram hostilizados pelos vizinhos, que gritavam "assassinos". Depois das notícias do crime, a casa do publicitário foi inteiramente pichada. Nesta sexta, a via foi interditada para que os policiais realizassem o trabalho na casa, para onde o corpo do zelador havia sido levado. 

A mulher do publicitário acusado foi a primeira pessoa a entrar na casa. Ela demorou cerca de uma hora e meia no interior da residência. Em seguida, foi Eduardo Martins que mostrou para a Polícia como a ação criminosa ocorreu. Uma mala semelhante à utilizada no crime e um boneco foram trazidos pelos policiais para a reconstituição. Um carro da Polícia foi utilizado para que o publicitário mostrasse como trouxe o corpo. Ele também mostrou como esquartejou a vítima e queimou parte do corpo na churrasqueira da casa.

De acordo com o delegado Egídio Cobo, que preside as investigações, alguns aspectos do crime ainda permanecem obscuros, como o tamanho da mala, que tem capacidade para transportar apenas 30 quilos. "A vítima pesava pouco mais de 60 quilos", disse. Outros pontos ainda precisam ser esclarecidos, segundo Cobo, como a participação da mulher do acusado, entre outros aspectos da morte de Lopes. Por esta razão é que o delegado marcou para esta quarta-feira, 18, na capital a acareação do casal, uma vez que ele detectou várias contradições no depoimento de ambos.

A Polícia chegou até a residência de temporada do publicitário, três dias depois do desaparecimento do zelador, visto pela última vez pelo sistema de câmeras do edifício da Casa Verde, no momento em que entregava correspondências aos condôminos. Ele desapareceu exatamente no 11º andar do prédio, onde morava Eduardo Martins, que tinha uma rixa antiga com Lopes. 

Após avaliar as imagens, a Polícia deteve o publicitário, que foi trazido até Praia Grande, confessando o esquartejamento. Só que ele negou que tenha matado o zelador, afirmando que a morte foi acidental, decorrente de uma queda da vítima. Nesta quarta, Martins e a mulher serão colocados frente à frente em depoimento.

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