Polícia faz reconstituição da morte de atriz em Campinas

Andréia Cristina Pereira, do Grupo de Teatro Téspis, foi baleada dentro do carro, em meio a um roubo que acabou em troca de tiros

Julia Baptista, estadão.com.br

26 de outubro de 2010 | 15h57

SÃO PAULO - A Polícia Civil e peritos do Instituto de Criminalística realizaram na manhã desta terça-feira, 26, a reconstituição da morte da atriz Andréia Cristina Pereira, 35 anos. Ela morreu vítima de uma bala perdida na tarde de sexta-feira, 22, em Campinas, interior de São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, participaram da reconstituição um homem que dirigia o carro onde estava Andréia e um policial militar.

 

Integrante do tradicional Grupo de Teatro Téspis (fundado em 1974), Andréia estava no banco do passageiro de um veículo que passava pelo bairro Nova Campinas quando foi baleada, em meio a uma troca de tiros entre supostos assaltantes e um homem armado, na porta de um cartório.

 

A polícia informou que tratava-se de uma tentativa de roubo, mas não deu detalhes sobre a ação dos suspeitos. Segundo informou o diretor do grupo de teatro, Edgar Rizzo, Andréia fazia parte do elenco de três peças infantis e uma, adulta.

 

Tinha um filho e, separada, morava com os pais. "Era uma menina muito boa, briosa, trabalhava bastante, e era excelente atriz", afirmou o diretor. Andréia iniciou os estudos de teatro em 1990, profissionalizou-se e passou a trabalhar no Téspis. "A gente está abalado, fora de centro, não sabe como reagir, e está indignado com a violência não só em Campinas, mas em todo o País", disse Rizzo.

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