Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Polícia faz operação para prender quadrilha de roubo de cargas em SP

Bando tinha empresários que compravam material roubado usando notas frias

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

31 Julho 2018 | 10h51
Atualizado 31 Julho 2018 | 16h36

SÃO PAULO - A Policia Civil realiza desde a manhã desta terça-feira, 31, uma ação para prender uma das maiores quadrilhas de roubo de cargas do Estado de São Paulo. São cumpridos 25 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão contra criminosos em 14 cidades, incluindo a capital paulista.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), até às 11h desta terça-feira, dezesseis pessoas foram detidas em cumprimento a mandados judiciais. Foram apreendidos seis carros, seis carretas, três motocicletas e dois cavalos.

Também foram encontrados oito aparelhos inibidores de sinais (utilizados para roubo de cargas e sequestros relâmpagos de motoristas), oito armas de fogo e cerca de 1.500 pinos de cocaína. 

O chefe da quadrilha foi preso em flagrante transportando uma carga roubada, nesta segunda-feira, 30, em Sorocaba.

Segundo a investigação, a quadrilha tinha até empresários que compravam o material roubado usando notas frias.

Intitulada Ouro Branco, a ação conta com 120 policiais em cidades do ABC, da Baixada Santista e do interior do estado (Sorocaba e Cabreúva). As polícias civis de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul auxiliavam buscando os receptadores naqueles estados. 

O nome da operação se deve ao material que a quadrilha roubava: polietileno, que é um material branco, derivado do petróleo, usado na fabricação de artigos de plástico e combustíveis. 

As investigações mostram que a quadrilha tem 30 integrantes que agem em esquema organizado, com hierarquia definida, equipe de logística, motoristas, um grupo grande de ladrões comandados por um gerente. O organograma tem ainda um departamento administrativo com seus estelionatários, uma gerente financeira  e um laranja. Coordenando o esquema, tem um chefe operador que tem o contato com a empresa receptadora.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.