Polícia faz buscas em local onde envolvido em chacina estaria escondido

Pedido de buscas foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado; ninguém foi encontrado

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

17 de janeiro de 2014 | 18h52

CAMPINAS - A Polícia Civil realizou buscas na manhã desta sexta-feira, 17, em um local onde estariam escondidas as armas e um dos envolvidos nos assassinatos em série de 12 pessoas, entre a noite de domingo e madrugada de segunda-feira, em uma mesma região de Campinas.

O pedido de buscas foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que não faz parte da força-tarefa montada pela Secretaria de Segurança Pública para o caso.

Uma denúncia levada ao órgão comunicou que, em uma casa em Sumaré, estavam escondidas as armas e um suspeito da chacina. Pelo comunicado, seriam traficantes de um grupo rival que teriam usado vestes de policiais para executar os rivais.

A Justiça de Sumaré autorizou a ação, mas determinou que a Polícia Civil, e não a PM, realizasse a busca e apreensão no local. O promotor que integra a força-tarefa também não havia sido comunicado. Na quinta-feira ninguém quis comentar o caso.

Nada foi encontrado no local. A denúncia reforçou ainda mais as suspeitas de envolvimento de policiais militares nos crimes. A principal linha de investigação da força-tarefa é de que a chacina envolva PMs que teriam agido como um grupo de extermínio em reação ao assassinato de um policial miliar durante um roubo, horas antes, no mesmo bairro, por dois criminosos. Os suspeitos já foram identificados e não estão entre os 12 mortos.

Caso. Os bandidos mataram o policial militar Arides Luis dos Santos, de 44 anos, na tarde do domingo. Em seguida, 12 pessoas foram mortas, em cinco locais diferentes da mesma região, todos pontos de venda de drogas. As vítimas foram executadas com tiros na cabeça e no tórax, sem chance de defesa. Seis dos mortos não tinham passagem pela polícia. Vizinhos e familiares acusam policiais de terem agido encapuzados.

Depoimentos. Na tarde desta sexta-feira, 17, a força-tarefa da Polícia Civil começou a ouvir os policiais militares que trabalharam na madrugada do dia 13, na região do Ouro Verde. Um dos ouvidos é um tenente que comandava as equipes naquela madrugada. Pelo menos outros dois policiais militares foram ouvidos.

Além de saber o que ocorreu naquela noite, os policiais serão questionados porque a PM demorou a atender os chamados depois dos assassinatos e por que não foi feito o registro de dois baleados que sobreviveram.

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