Polícia faz animação que reconstitui morte de Isabella Nardoni

Seqüência começa na chegada da família a prédio e vai até o momento em que o corpo de Isabella cai no jardim

Solange Spigliatti, estadao.com.br

21 de julho de 2008 | 07h51

Uma animação produzida por uma empresa especializada, a pedido da Polícia Civil, mostra uma versão do que teria acontecido no dia da morte de Isabella Nardoni. A seqüência de fatos mostrada no vídeo é a reunião das informações apuradas durante a investigação do crime e reconstitui o que, para a polícia, ocorreu na noite de 29 de março. O trabalho foi juntado ao processo na sexta-feira, 18. Veja Também: Galeria de imagens da animação  A simulação traz também fotos da menina e do local do crime. Logo no início, os peritos fazem uma ressalva: "alguns personagens foram omitidos para uma melhor visualização das ações relevantes ao entendimento do caso. Os personagens presentes não possuem características idênticas dos envolvidos, da testemunha e da vítima." As imagens reproduzem desde a chegada da família à garagem do Edifício London até o momento em que o corpo de Isabella cai no jardim e o morador do primeiro andar chama o socorro. O promotor Francisco Cembranelli, que apresentou a denúncia contra o casal, analisou a animação. "É uma seqüência dos fatos e baseada naquilo que foi obtido até o momento. É a dinâmica da morte de Isabella e dá uma visão bastante panorâmica do que aconteceu", avalia.  O advogado Marco Polo Levorin, um dos defensores do casal, contestou a animação e o laudo da reconstituição feito pelo Instituto de Criminalística. "É uma perícia que está querendo comprovar uma tese da polícia". Ele afirma que, ao contrário do que diz a animação, os peritos não conseguiram concluir de quem é o sangue no carro e descarta o uso da fralda como apontado pela polícia. "Pela exigüidade do material colhido não foi possível se identificar de quem seria esse sangue", alega o defensor do casal. Levorin diz ainda que o ferimento na testa de Isabella era pequeno demais para deixar tantos vestígios pelo apartamento. "Se eu fosse considerar todo este gotejamento, esta animação derrubaria a própria tese da polícia porque é impossível não se ter uma marca de sangue na camisa do Alexandre." Ainda segundo a defesa, as fraturas na menina registradas pelo raio X foram provocadas pela queda da janela. Ele diz que as marcas no pescoço também foram provocadas pela queda e não por esganadura. Levorin afirma que outras pessoas subiram na cama e estranha que os peritos não tenham encontrado outros vestígios.

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