Polícia estuda imagens de câmeras da Samsung e de rodovias para tentar desvendar roubo

Funcionários feitos reféns examinam fotos de criminosos na tentativa de identificar os assaltantes que tinham o rosto descoberto

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

08 Julho 2014 | 16h05

CAMPINAS - Imagens do circuito interno da fábrica e do sistema de monitoramento de rodovias da região puseram a Polícia Civil de Campinas na pista do bando que invadiu e assaltou a fábrica da Samsung, na madrugada de segunda-feira, 7. O bando armado rendeu funcionários e, durante mais de três horas, lotou sete caminhões com 40 mil produtos eletrônicos. Os criminosos fugiram com os carregamentos sem serem perseguidos. Foi um dos maiores assaltos a indústrias no Estado de São Paulo.

As câmeras mostram os criminosos usando rádios comunicadores no interior da empresa e um dos caminhões, flagrado no local do assalto, em movimento em uma rodovia. "Estamos trabalhando com as imagens e montando o quebra-cabeça. Só posso dizer que a investigação está evoluindo e vamos solucionar o caso", disse o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Carlos Henrique Fernandes. As vítimas também examinam fotos de criminosos na tentativa de identificar os assaltantes que estavam com o rosto descoberto.

Fernandes corrigiu dados divulgados no dia anterior que, segundo ele, tinham como base informações preliminares. O número de assaltantes que invadiram a fábrica está entre 8 e 11, segundo ele. "A empresa fala em 50 reféns, mas, pelas imagens e por alguns depoimentos, achamos que são mais. Vamos aguardar a lista deles", disse o delegado. No dia anterior a Polícia Civil havia falado em pelo menos cem reféns.

Sobre a discrepância entre o valor do roubo estimado pela Polícia Civil, de R$ 80 milhões, e o divulgado pela empresa, de R$ 14 milhões, o delegado esclareceu que a estimativa inicial levou em conta valores de mercado dos 40 mil itens roubados, entre celulares, smartphones, notebooks e câmeras digitais. Alguns lançamentos da linha de celulares chegam a custar R$ 2,5 mil.

"O cálculo do prejuízo feito pela empresa leva em conta outros valores, mas pedimos e a Samsung apresentará um levantamento detalhado." Também foram levados 12 revólveres da Sempre, empresa de segurança que atende a Samsung. Na manhã desta terça-feira, 8, o titular da DIG recebeu em Campinas representantes do Consulado da Coreia do Sul em São Paulo. Os coreanos, acompanhados por um dirigente da Samsung, queriam saber como estavam as investigações. Eles pediram pressa na solução do caso e se prontificaram a colaborar, segundo o delegado.

Contatada, a Samsung informou que se manifestará assim que tiver novas informações e que está confiante no trabalho da polícia.

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