Polícia estuda exumar corpo para esclarecer caso em Ferraz de Vasconcelos

Investigadores querem saber se cinco pessoas de uma mesma família foram assassinadas ou morreram por causa de vazamento de gás no condomínio

O Estado de S. Paulo, Luciano Bottini Filho

23 de setembro de 2013 | 13h00

SÃO PAULO - A Polícia Civil estuda exumar o corpo de Lucas Nascimento, morto aos 23 anos de forma suspeita no apartamento onde foram encontrados cinco corpos de uma mesma família na semana passada, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. De acordo com o delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, a decisão ainda depende da chegada dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) sobre a causa da morte de Dina Vieira da Silva, de 42 anos, e seus quatro filhos, de 7, 11, 12 e 16 anos.

Uma análise preliminar do Núcleo de Engenharia do Instituto de Criminalística (IC), que esteve no apartamento onde ocorreram as mortes indica que o aquecedor possuía um problema de vazamento de resíduos no aquecedor. Os peritos perceberam a falta de uma tubulação de onde deveria ser lançado para rua materiais como monóxido de carbono. O apartamento é um imóvel de 44 metros quadrados que estava fechado quando a família foi encontrada morta, depois do namorado da vítima arrombar a porta.

Antes da família de Dina morrer, Nascimento foi encontrado morto pela mulher, Viviane Nascimento, de 20 anos. Ela disse à polícia que a morte ocorreu em 3 de junho, cinco dias depois de se casar e se mudar para o local. Viviane também passou mal e teve um aborto após 7 meses de gestação.

Suspeito. O boliviano Alex Guidone Pedraza, de 33 anos, namorado e Dina, está preso preventivamente, suspeito de ter envenenado a família. Pedraza encontrou os corpos após arrombar a porta.

A polícia agora aguarda os laudos oficiais do IC e do Instituto Médico Legal por causa de um detalhe no local das mortes: as vítimas eliminaram fezes, o que não é compatível com os sintomas de sufocamento por gás.

A advogada da família do suspeito, Patrícia Vega, diz que o boliviano é inocente. Segundo a polícia, foi solicitada a prisão temporária de 30 dias por algumas contradições no seu depoimento. No momento em que ele chegou ao local do crime, segundo testemunhas, ele estava bêbado. A família diz que o boliviano sofre de alcoolismo. Pesaram também contra o namorado o fato de a vítima ter registrado três boletins de ocorrência por violência doméstica. A família afirma que, de fato, o relacionamento entre o casal era conflituoso.

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