Polícia estoura laboratório de refino de drogas do PCC

Polícia chegou ao local depois de dois meses de investigações sobre tráfico de drogas e uso do imóvel como cativeiro

Andressa Zanandrea, Jornal da Tarde

23 de outubro de 2007 | 10h38

Um freezer horizontal, daqueles usados em bares, foi usado para esconder uma submetralhadora 9mm, em um laboratório de refino de drogas estourado pela polícia, no Jardim Dona Sinhá, na Zona Leste, no final da noite de segunda-feira, 22.          Na casa de três cômodos vazios, na Rua Jim Clark, havia também munição para a arma, 200 trouxinhas de maconha, 70 papelotes de cocaína, duas mil cápsulas para embalar o pó, um fogareiro, um liquidificador, uma balança e produtos usados na mistura da cocaína, como fermento e bicarbonato de sódio.            Há suspeita de que o ponto pertencia ao Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo o delegado titular do 41º Distrito Policial (Vila Rica), Arthur Frederico Moreira. Os oito policiais civis envolvidos na ação chegaram ao local por volta das 22 horas de segunda-feira, após cerca de dois meses de investigações sobre tráfico de drogas e uso do imóvel como cativeiro. Quando os policiais chegaram lá, não havia nenhuma pessoa na casa. Ninguém foi preso, portanto.      O delegado afirmou, no entanto, que a polícia dispõe de nomes de pessoas que podem estar envolvidas. Na casa, a polícia encontrou uma camisa do Ratatá Futebol Clube, de Heliópolis. "Vamos intimar inclusive o pessoal do clube", disse Moreira. Outro laboratório de drogas foi estourado no mesmo bairro no dia 27 de setembro.

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