Polícia estende blitze de lei seca até as 6 horas e testa bafômetro a distância

A sequência de mortes e pessoas feridas em acidentes de trânsito envolvendo motoristas embriagados levou a Polícia Militar a ampliar os horários de fiscalização da lei seca na capital. As operações, que antes terminavam às 4h, agora vão até as 6h. A medida passa a valer hoje e foi anunciada ontem com exclusividade ao Estado. Para ampliar a ação, a PM ainda começa a testar bafômetros a distância.

CAMILA HADDAD , CIDA ALVES , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2011 | 03h03

Nas últimas três semanas, foram registrados nas ruas de São Paulo pelo menos 15 acidentes graves em que o condutor do carro aparentava sinais de embriaguez, todos depois das 4 horas - 8 entre os dias 12 e 13. O foco das blitze, nas sextas e sábados, estará voltado para o jovem que sair mais tarde de casas noturnas, sobretudo nas regiões de Pinheiros, na zona oeste, e Itaim-Bibi, na zona sul. As blitze também serão mantidas em dias de chuva.

A distância. Outra medida que promete fechar o cerco contra infratores é a utilização nas abordagens nas estradas paulistas de um bafômetro que detecta se o condutor bebeu, sem que ele precise assoprar o aparelho, o etilômetro passivo. "A intenção é fazer com esse aparelho uma triagem daqueles motoristas que serão encaminhados para o bafômetro tradicional. Isso aumentará o número de motoristas fiscalizados e dispensará mais rápido aqueles que não beberam", explicou o comandante do Policiamento Rodoviário, coronel Jean Charles de Oliveira.

Ele acrescentou que os equipamentos devem começar a ser utilizados no verão. Mas as autuações continuarão sendo feitas só com base no bafômetro tradicional, que registra a quantidade de álcool no organismo.

Ainda assim, o promotor de Justiça do Ministério Público Estadual Tomás Busnardo Ramadan acha que o uso do novo aparelho ajudará nos processos. "Ao lado do exame clínico, poderá reforçar as provas apresentadas nas denúncias de embriaguez ao volante."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.