Polícia entra em alerta na região de Campinas

2 ônibus e um mercado foram atacados por bandidos na noite de terça-feira; um PM foi morto em Piracicaba

Ricardo Brandt - O Estado de S. Paulo,

12 de setembro de 2012 | 22h30

CAMPINAS - As Polícias Civil e Militar da região de Campinas entraram em estado de alerta nesta quarta-feira, 12. Eles previam a possibilidade de ataques cometidos a mando da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), como resposta à operação da Rota na chácara em Várzea Paulista, terça-feira, 11.

A PM determinou que as equipes não circulem sem colete à prova de balas, isolou a frente dos batalhões e companhias com cones e reforçou o trabalho de rua durante a noite. Na Polícia Civil, o setor de inteligência determinou atenção redobrada com os monitoramentos telefônicos de integrantes da facção e de outros criminosos para possíveis conversas sobre atentados.

Na noite de terça-feira, depois da ação da Rota, dois ônibus e um mercado foram alvo de ataques em Bragança Paulista, na região de Várzea Paulista. Na mesma noite, em Piracicaba, um policial militar foi executado. A polícia ainda investiga se há relação com o PCC nesses crimes.

Em Bragança, os ataques aos ônibus e ao mercado aconteceram em um período de pouco mais de três horas. O primeiro crime foi por volta das 19h. Dois homens entraram em um ônibus fretado na Vila Batista, roubaram o dinheiro e pertences de passageiro e mandaram todos descerem. Depois despejaram álcool no veículo e atearam fogo.

Duas horas depois, dois homens em uma moto passaram na frente de um mercado no Jardim Águas Claras e atiraram contra a parede do estabelecimento. Ninguém ficou ferido.

Às 22h30, no bairro Guaripocaba dos Souzas, quatro homens encapuzados entraram em um ônibus da Viação Nossa Senhora de Fátima e ordenaram que todos os ocupantes descessem. Testemunhas disseram à PM que os criminosos se identificaram como integrantes do PCC.

Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bragança passaram esta quarta-feira em busca de informações sobre os autores, mas ninguém foi preso.

Execução. Em Piracicaba, a Polícia Civil e o setor de inteligência da PM investigam a execução do cabo Gercil Benedito Canuto, de 43 anos. Ele estava dentro da farmácia em que trabalhava como segurança, na Vila Fátima, quando dois homens em uma moto chegaram atirando. Canuto foi atingido por 17 tiros de calibre 9 milímetros.

A moto usada pelos criminosos foi encontrada pouco tempo depois, abandonada em um bairro próximo. Segundo o coronel Otacílio Souza, comandante do 10.° Batalhão da PM, a moto era roubada e a placa estava adulterada. A polícia investiga a execução, mas também não descarta a possibilidade de crime passional. Na cidade, desde a noite de terça-feira, as bases da polícia estão com bloqueios e todo o efetivo está em alerta.

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