Polícia encontra 80 bombas caseiras em bar de Marília

Vendido como fogos de artifício, material poderia até matar; artefatos eram aparentemente caseiros

Sandro Villar, especial para O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2009 | 16h58

Após investigação de dois dias, policiais civis de Marília, no interior paulista, acharam nesta sexta-feira, 4, 80 bombas em um bar do bairro Santa Antonieta. Ao perceber a chegada da polícia, o dono do bar, João dos Santos Diniz Neto, de 33 anos, colocou as bombas em um saco e tentou fugir. Ele e sua mulher, Elenice Henrique Cordeiro Diniz, de 34, não revelaram o motivo pelo qual vendiam explosivos no bar e se recusaram a falar do preço.

 

"As bombas estavam à venda aparentemente como fogos de artifício de fabricação caseira. Dependendo da forma como são usadas, podem causar lesões graves e até a morte", explicou Cleber Pinha Alonso, delegado adjunto da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

 

Depois de descartar o envolvimento de criminosos, que poderiam receber os artefatos, o policial disse que as bombas foram preparadas em tubo de papelão. "Abrimos uma, havia cinco gramas de pólvora prensada com pó de serra", afirmou. As bombas têm formato cilíndrico e medem nove centímetros por dois centímetros de diâmetro.

 

O casal não foi preso, mas será processado por vender explosivos sem autorização."É crime previsto no artigo 253 do Código Penal. A pena varia de seis meses a dois anos de prisão", completou o delegado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.