Rafael Arbex / ESTADAO
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Polícia e MP devem investigar o crime organizado, diz Tatto

Secretário municipal afirma que Prefeitura abriu mão de contratar cooperativas e decidiu passar gestão da frota para novas empresas

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

15 de maio de 2015 | 03h00

SÃO PAULO - O secretário municipal de Transporte, Jilmar Tatto, disse à promotora Karyna Mori que “a responsabilidade de apurar crime organizado é da polícia e do Ministério Público”. Nesta quinta-feira, 14, reafirmou a opinião ao Estado, ao dizer que a Prefeitura não tem a obrigação de impedir a infiltração de facções criminosas na operação dos ônibus da capital paulista.

Tatto disse que a Prefeitura abriu mão de contratar as cooperativas e decidiu passar a gestão da frota para as novas empresas atendendo a um pedido das cooperativas. “Elas falaram que queriam virar empresas.” O secretário disse que uma auditoria nas contas do sistema de transporte também recomendou que a Prefeitura optasse por não usar serviços de cooperativas. Tatto alegou ainda que as novas empresas tinham capacidade técnica necessária para operar o sistema. “Tanto que o sistema não parou.”

Nota enviada por uma das empresas investigadas pelo Ministério Público Estadual contradiz o secretário: “A Transwolff informa que foi convidada pela SPTrans a assumir o contrato emergencial de operação do transporte coletivo em parte da zona sul de São Paulo, na área onde antes operava a Cooper Pam, e apresentou todos os documentos solicitados, entre eles a comprovação de que já presta o mesmo serviço de transporte coletivo no interior do Estado”. A Transwolff não foi relacionada a nenhum dos casos de violência citados pela promotoria, mas também é investigada.

Tatto afirmou que o momento atual é de transição e que o sistema de transporte poderá ser assumido por outras empresas, uma vez que a Prefeitura assumiu um dos maiores custos do setor: a propriedade das garagens. “Vai poder vir gente (empresas) de fora”, disse Tatto. 

Violência. A reportagem tentou, durante toda a tarde de ontem, localizar representantes das empresas Allianz, que ficou no lugar da Cooperativa Paulistana, e da Viação Transcap, antiga Unicoopers, que são citadas nas investigações sobre os casos de violência contra as testemunhas, mas nenhum deles foi encontrado. 

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