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Polícia e MP apreendem documentos na casa de Aref

Ex-diretor da Prefeitura de São Paulo é suspeito de enriquecimento ilícito e de receber propinas para aprovar empreendimentos imobiliários na capital paulista

Estadão.com.br,

14 de junho de 2012 | 11h38

atualizado às 12h30

A Polícia Civil e o Ministério Público apreenderam na manhã desta quinta-feira, 14, documentos em uma casa e em um escritório de Hussain Aref Saab, ex-diretor da Prefeitura de São Paulo, suspeito de enriquecimento ilícito e de receber propinas para aprovar empreendimentos imobiliários em São Paulo.

Augusto de Arruda Botelho, advogado de Aref, confirmou a ação e afirmou que os mandatos são "absolutamente desnecessários e têm o objetivo de humilhar publicamente" o ex-diretor da Prefeitura. Botelho afirma que os advogados de Aref sabiam da possibilidade da execução dos mandatos desde segunda-feira, 11, e haviam colocado "toda a documentação à disposição do Ministério Público e da Polícia Civil."

Propina. De acordo com Botelho, a denúncia feita por Daniela Gonzales à Folha de S.Paulo desta quinta-feira, de que Hussain Aref recebeu propina para liberar obras nos shoppings Higienópolis e Paulista da capital é mentirosa e "tem clara motivação financeira".

Daniela é ex-diretora financeira da Brookfield Gestão de Empreendimentos, que faz a gestão dos shoppings Higienópolis e Paulista em São Paulo. A ex-diretora foi demitida em 2010.

O advogado afirma que Daniela é alvo de uma ação  por parte da empresa em que trabalhava e as acusações feitas à Folha são motivadas por esse processo. "Ela responderá criminalmente pelas denúncias", afirma Botelho.

A Brookfield nega o conteúdo das denúncias. Em nota, a empresa afirma que Daniela foi demitida "por ter praticado uma série de irregularidades durante sua gestão" que resultaram em uma "investigação criminal".

De acordo com a nota, Daniela Gonzalez move uma ação trabalhista "infundada" contra a  BGE por danos morais e que cobra indenização trabalhista. A ex-diretora nega ter praticado irregularidades e se diz vítima de perseguição por não compactuar com o que foi denunciado.

A assessoria do vereador Aurélio Miguel, outro acusado por Daniela de receber dinheiro para aprovar as obras nos shoppings paulistas, também nega as informações.

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