Polícia diz ter resolvido 1,6% dos crimes após operação

De 18 de julho a 30 de setembro foram esclarecidos 589 casos de roubos em geral, de veículos e latrocínios

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

04 de outubro de 2014 | 03h00

A Polícia Civil de São Paulo anunciou ontem ter esclarecido 589 casos de roubos em geral, de veículos e latrocínios (assalto seguido de morte) no período de 18 de julho a 30 de setembro, na cidade de São Paulo, o que representa 1,6% da média mensal de 17,8 mil casos desses delitos registrados nas delegacias de polícia da cidade.

Ontem, por meio da Secretaria da Segurança Pública, o Departamento de Polícia Judiciária da Capital prestou contas de uma operação que começou há dois meses e deve terminar no dia 14 de novembro.

Segundo a polícia, o total de casos esclarecidos no que foi batizado como Plano de Repressão a Roubos na Capital é de 1.098 casos, considerando receptação de veículos e tráfico. No entanto, os casos de assaltos e latrocínios são os mais violentos e de maior comoção.

De acordo com o diretor do departamento, Domingos Paulo Neto, a operação foi elaborada a partir da restruturação das delegacias de bairro. No ano passado, o Decap acabou com o funcionamento das centrais de flagrante durante o dia. O delegado que registra a ocorrência durante o dia na delegacia passou a ser o responsável pela investigação.

As alterações foram motivadas pela insatisfação com o baixo índice de esclarecimento dos crimes. “Esses dados não podem ser confundidos com o trabalho normal dos distritos, flagrantes feitos pela Polícia Militar. Estamos falando de equipes que estão vinculadas com esta operação”, afirmou Paulo Neto. Antes de deflagrar a operação, a Polícia Civil se reuniu com os distritos policiais e delegacias especializadas para agir sobre os crimes.

Ainda de acordo com o balanço da operação, em dois meses os policiais civis prenderam 2.469 suspeitos. A secretaria também não forneceu dados do mesmo período de 2013. “No ano passado não houve essa operação. O que eu posso dizer é que nós mudamos a metodologia para considerar um caso esclarecido”, disse.

Após a mudança, afirmou Paulo Neto, são considerados casos esclarecidos crimes em que os investigadores chegam à autoria, efetuam prisões em flagrante, elaboram termos circunstanciados, como porte de drogas e apreensão de adolescentes. “Antes, era dada uma dimensão muito maior para se considerar um caso esclarecido”, afirmou. Ao todo, são 5.454 homens da Polícia Civil trabalhando nesta operação que vai durar até o final da primeira quinzena de novembro.

Resultados. Segundo o delegado, a força-tarefa foi divulgada apenas agora por uma “questão de oportunidade”. “Não demos uma publicidade efetiva para colher bons resultados. Como profissional de polícia, eu considero os resultados do trabalho muito satisfatórios”, afirmou o diretor do Decap.

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