Polícia diz ter esclarecido três casos até agora

A Polícia Civil de Alagoas investiga os casos, mas considera que apenas três mortes estariam esclarecidas. Mesmo assim só aponta os autores por codinomes e ainda não conseguiu prender nenhum deles. Em dois, as vítimas tinham envolvimento com o tráfico e uso de entorpecentes. As investigações envolvem um grupo de delegados, sob a presidência de Rebecca Cordeiro, da Delegacia de Homicídios.

Ricardo Rodrigues / MACEIÓ, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2010 | 00h00

A delegada Rebecca diz que "não descarta a possibilidade da existência de um grupo de extermínio", mas destaca que as vítimas foram executadas de formas diferentes. Segundo ela, um inquérito sobre os assassinatos deve ser entregue à Justiça em um prazo de 30 dias, mas é possível que a Polícia Civil peça prorrogação. Os depoimentos também são acompanhados pelo promotor Flávio Gomes e pela delegada Maria Angelita Lucena que, juntamente com o delegado Ronilson Medeiros, formam a comissão que investiga os crimes.

Segundo o promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, integrante do Grupo Estadual de Combate as Organizações Criminosas (Gecoc), no ano passado, Alagoas registrou mais de 2 mil homicídios; este ano já são mais de 1,2 mil casos. "É por isso que Maceió é considerada a capital mais violenta do País", lembra o promotor.

Para ele, além da pobreza e das drogas, outro fator que contribui para o grande número de homicídios é a impunidade - o índice de identificação de autoria dos homicídios registrados no Estado é muito baixo. "Isso mostra a falência do poder público e do trabalho investigativo da polícia."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.