Felipe Resk/Estadão
Felipe Resk/Estadão

Polícia diz que meninas mortas na zona leste foram violentadas

Um dos homens presos nesta sexta confessou a policiais que as crianças foram assassinadas por asfixia e depois estupradas

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2017 | 17h45

SÃO PAULO - As meninas Adrielly Mel Severo Porto, a Mel, e Beatriz Moreira dos Santos, a Bia, ambas de 3 anos, foram mortas por asfixia e depois estupradas em um barraco de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, no mesmo dia em que desapareceram. Segundo a Polícia Civil, este é o relato de confissão de Marcelo Pereira de Souza, preso nesta sexta-feira, 20. Apontado como comparsa, Everado de Jesus Santos também foi preso.

+++ Corpos encontrados em van são de meninas desaparecidas em SP, confirma laudo

Segundo a delegada Ana Paula Rodrigues, responsável pelo caso, os dois estavam bebendo em um bar, quando viram as meninas brincando, na tarde do dia 24 de setembro. Então, ofereceram doce para atrair a atenção das crianças. "Eles já estavam de olho nas duas, porque as meninas ficavam brincando na comunidade sem a proteção dos pais", disse.

+++ Crianças desaparecidas há 18 dias são encontradas mortas na zona leste

Mel e Bia teriam sido levadas até um barraco, que pertencia a Everaldo. Lá, cada um estrangulou uma das crianças e depois as estupraram. Os suspeitos esperaram anoitecer para carregar no colo o corpo das crianças até uma Fiat Fiorino, abandonada na região há cerca de três meses. Por causa do mau cheiro, um vizinho encontrou os cadáveres dentro do veículo no dia 12 - Dia das Crianças.

 

Marcelo já tinha cumprido 6 anos de pena, após ser flagrado estuprando uma menina de 7 anos, a filha da sua namorada, em 2005. Na delegacia, ele teria confessado ser um "maníaco sexual" e ter atração por crianças do sexo feminino - motivo pelo qual não dava banho na própria filha (uma menina de 4 anos). Também disse que foi vítima de violência sexual aos 12 anos, praticada por primos.

Marcelo confessou o crime após a mulher ir ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa  (DHPP) na noite de quinta-feira, 19. "Ela nos disse que, no dia seguinte, ele confessou ter estuprado e matado as crianças - e ela não estava mais conseguindo dormir com isso."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.