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Polícia diz que hipótese de crime passional não está descartada no caso Pesseghini

Até o momento, filho de casal de PMs era suspeito de matar pais, avó, tia-avó e cometer suicídio; crime, na Brasilândia, zona norte de São Paulo, foi no dia 5

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2013 | 15h39

SÃO PAULO - A chefe do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Elizabete Sato, afirmou nesta terça-feira, 13, que não está descartada a hipótese de crime passional na morte do casal de PMs Luiz Marcelo, Andreia Pesseghini e de sua família, na segunda-feira passada, 5. Até então o filho do casal, Marcelo, de 13 anos, era o único suspeito do crime ocorrido na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Ele teria assassinado os pais, a avó, uma tia-avó, e cometido suicídio em seguida.

A polícia recolheu computadores e celulares da família em busca de mais pistas. Os investigadores querem saber que ligações foram feitas para os policiais e familiares antes das mortes e buscar nos computadores conteúdo que ajude a compreender a motivação para os assassinatos. Além da perícia, que não tem data para ser concluída, serão ouvidos policiais militares que trabalhavam com os PMs mortos: tanto das Rondes Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), onde Luiz Marcelo era sargento, quanto do 18º Batalhão, onde Andréia atuava como cabo.

Um PM e um tio de Marcelo, responsáveis por notificar a polícia sobre o crime, na noite da segunda-feira, 13, também serão intimados a depor.

Vizinha. Uma outra vizinha, que vem difundindo uma versão diferente das conclusões da polícia, também será ouvida. Ela afirma que viu homens entrarem na casa da família durante a tarde de segunda-feira,5, horas antes de o crime ser informado à polícia. O delegado Itagiba Franco, responsável pelo caso, descartou até o momento que alguém tenha invadido a casa, mas o depoimento dessa vizinha será colhido por garantia, informou. Por ter idade avançada e problemas de locomoção, ela será ouvida em casa por uma equipe do DHPP.

De acordo com a polícia, 24 pessoas já foram ouvidas no caso e ao menos mais duas seriam ouvidas nesta terça-feira, incluindo a diretora do colégio onde Marcelo estudava, na Freguesia do Ó, zona norte, e um dos colegas do adolescente.

O crime. Na segunda-feira, 5, foram encontrados na residência da família na Brasilândia os corpos de Andréia Pesseghini, de 36 anos, de Luiz Marcelo Pesseghini, de 40 anos, de Benedita de Oliveira Bovo, de 65, de Bernardete Oliveira Silva, de 55, e do estudante Marcelo Pesseghini, de 13 anos, filho do casal. Todos foram mortos com um tiro na cabeça, entre a noite de domingo e a segunda-feira, segundo dados preliminares da perícia. Depois de matar os pais, o garoto teria saído com o carro da família, de madrugada, e foi para a escola pela manhã. Câmeras de segurança de um prédio mostram Marcelo a caminho do colégio.

O sargento da Rota entraria às 5h no trabalho e a mulher, às 9h. Como ela não foi à companhia, um oficial foi até a residência, mas pensou que não havia ninguém em casa. À tarde, policiais voltaram à casa, pularam o muro e encontraram a porta entreaberta.

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