Divulgação/SSP
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Polícia divulga foto de suspeito de matar irmãs em Cunha-SP

Ananias dos Santos, de 28 anos, estaria apaixonado pela mais nova das vítimas e a teria matado para provar amor à companheira

Solange Spigliatti, Central de Notícias

30 Março 2011 | 13h08

SÃO PAULO - Duas fotos do suspeito de matar as irmãs J.V.O., de 15 anos, e J.L.O., de 16, em Cunha, no interior de São Paulo, foram divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública nesta quarta-feira, 30. A hipótese da polícia é que Ananias dos Santos, de 28 anos, tenha assassinado as adolescentes para comprovar o seu amor à companheira. Os corpos das meninas foram encontradas num matagal na última segunda-feira.

 

A prisão temporária de Santos foi decretada ontem pela Justiça. Ele fugiu do Presídio de Tremembé - onde cumpria pena por assalto, porte ilegal de armas e formação de quadrilha. Segundo a delegada seccional de Guaratinguetá, Sandra Maria Pinto Vergal, o acusado estava apaixonado pela mais nova das irmãs e mantinha relações de amizade com a família das vítimas.

 

Casado com uma mulher de 50 anos - cuja prisão temporária, ao contrário de Santos, foi negada pela Justiça - o suspeito teria matado a garota após a esposa, enciumada, o ter incentivado a cometer o crime. "Acredito que ele tenha tido ajuda de alguém. As meninas devem ter ido a pé até o local onde foram encontradas, que era de difícil acesso", disse Sandra.

 

Enterro. Mais de mil pessoas acompanharam o enterro das irmãs, na manhã de ontem. Grande parte do comércio local fechou e a população ficou comovida. O pai das jovens, o agricultor José Benedito de Oliveira, disse que perdoa o criminoso. "Jesus diz que devemos perdoar e espero que ele não faça isso com outras pessoas. Perdoo de coração", declarou, emocionado, logo após o enterro.

 

Oliveira é catequista na Igreja do bairro há mais de 30 anos e disse não saber explicar o crime. "Elas eram boas filhas e gostavam de estudar."

 

Exames de balística servirão para determinar que tipo de arma foi usada e novos exames, a serem realizados no Instituto de Criminalística de São Paulo, confirmarão se houve algum tipo de abuso sexual ou não. "O legista, inicialmente, entende que isso não ocorreu, pois não há vestígios que apontem para tal (situação)", afirmou a delegada.

 

Revoltados com a morte das irmãs, moradores de Cunha pretendem realizar, amanhã, uma manifestação pedindo justiça, paz e segurança. Na ocasião, os participantes deverão levar flores em homenagem às irmãs.

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