Polícia detém suspeito por morte de aluno da FGV

Servidor público teve a prisão pedida depois de ser reconhecido por vítima e outras testemunhas; ele nega participação no crime

Plinio Delphino, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2011 | 00h00

A polícia pediu ontem à Justiça a prisão de um suspeito de participar do assassinato de Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos, aluno do 4.º ano de Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo a polícia, ele foi reconhecido por Christopher Akio Cha Tominaga, de 24, ferido no crime, e por outras testemunhas. Tominaga continua em estado grave.

"O depoimento dele foi fundamental para termos as provas testemunhais contra o suspeito", afirmou o delegado Kléber Altale, da seccional centro, responsável pela investigação. O suspeito, um funcionário público formado em Ciências da Computação, foi detido pela manhã, na Favela de Heliópolis, zona sul de São Paulo. Agora, a polícia espera as provas técnicas: os exames residuográficos feitos nas mãos do suspeito e nas roupas dele, apreendidas em sua casa.

A polícia diz que chegou ao suspeito por meio de uma denúncia, que descrevia a moto e o endereço do suspeito. Não foi informada qual seria a motivação do crime.

Bakri foi morto na quarta-feira à noite, em um bar na Avenida 9 de Julho, a cem metros da faculdade. Dois homens de capacete entraram no bar e atiraram na direção de Bakri e Tominaga, que também cursa o 4.º ano de Administração na FGV. Outros três amigos que estavam com os rapazes não se feriram, o que leva a polícia a trabalhar com a hipótese de execução. Familiares e amigos afirmam que os jovens não tinham inimizades.

Depois de atirar nos jovens, os criminosos fugiram em uma moto. Imagens de segurança de um prédio vizinho do bar mostram parte da ação dos dois bandidos. Na fuga, um deles aparece mancando, o que levou a polícia a trabalhar com a hipótese de que ele tenha se ferido, por exemplo, com um tiro que ricocheteou.

O servidor público detido ontem está ferido em uma das pernas. Ontem, na delegacia, o advogado dele afirmou que o machucado aconteceu em uma partida de futebol. O suspeito disse ainda que no dia do crime estava sendo submetido a uma cirurgia.

Frei Caneca. Ele trabalha numa autarquia da Prefeitura na Rua Frei Caneca, a mesma onde morava o estudante assassinado. A polícia está atrás de imagens de câmeras de imóveis daquela rua para tentar encontrar novos indícios.

Ontem, 12 pessoas prestaram depoimento. À noite, a polícia foi ao hospital em que Tominaga está internado para ouvir o depoimento do jovem e obteve o reconhecimento do suspeito detido pela manhã.

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