Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Polícia detém acusado pela morte de médico na Cidade Universitária

Suspeito confessou que agrediu Benício Filho Leão com uma pedra; prisão temporária foi solicitada à Justiça

O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2015 | 21h43

SÃO PAULO - A Polícia Militar localizou nesta sexta-feira, 18, um dos acusados pela morte do médico Benício Orlando Saraiva Filho Leão, de 39 anos, ex-aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Leão teve um traumatismo craniano depois de ter sido atingido com uma pedra durante uma festa irregular na Cidade Universitária, no Butantã, no dia 4 de dezembro. 

Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública, o suspeito foi intimado para depor no 93º DP (Jaguaré). Ele confessou que agrediu a vítima com uma pedra. A prisão temporária do acusado foi solicitada à Justiça.

A Polícia Civil ainda tenta identificar outros suspeitos pelo crime. Segundo a SSP, estão sendo cruzadas as informações da análise de imagens de câmeras de monitoramento e dos depoimentos de testemunhas.

As imagens de câmeras mostram que, no dia 4 deste mês, o médico esbarrou seu carro em uma bicicleta que estava na via, na Cidade Universitária, provocando uma discussão entre ele e duas pessoas. Leão saiu do carro com um objeto não identificado na mão, e a dupla recuou. 

Em seguida, outras pessoas apareceram na cena para ajudar os dois homens, momento em que um tumulto tem início. Uma delas acertou uma pedra no médico. O objeto que estava em sua mão e sua mochila, que estava no interior do veículo, foram roubados após as agressões. 

Na noite da festa, após as agressões, a Guarda Universitária acionou o Samu e a vítima foi levada para o Hospital Universitário. Depois, foi transferida para o Hospital das Clínicas. Leão morreu às 4h da manhã do dia 12 de dezembro, em decorrência do traumatismo craniano. 

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