Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Polícia detém 22 suspeitos de participar de ataques em protesto na Fernão Dias

A manifestação que fechou a estrada ocorreu em 28 de outubro, um dia depois de PMs terem matado um estudante de 17 anos no Jaçanã, na zona norte da capital

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

09 Dezembro 2013 | 11h00

SÃO PAULO - A Polícia Civil deteve nesta segunda-feira, 9, 22 suspeitos de participação nos ataques a motoristas e caminhoneiros na Rodovia Fernão Dias, em São Paulo, ocorridos durante um protesto em 28 de outubro. Os investigadores da 4.ª Delegacia Seccional haviam obtido 18 mandados de busca e apreensão e quando foram cumpri-los encontraram armas, drogas e uma motocicleta com placa adulterada, o que levou à prisão de ao menos sete acusados em flagrante. "Identificamos os suspeitos por meio de imagens de TV", afirmou o delegado Ismael Rodrigues Junior.

De acordo com ele, foi apreendida uma contabilidade com o que foi arrecadado pelos acusados com a venda de bens roubados. O delegado afirmou ainda que parte dos suspeitos seriam traficantes de drogas. Após um mês de investigação, os policiais civis desencadearam a Operação 9 de Dezembro contra os supostos integrantes da organização criminosa que teria agido nos protestos da Fernão Dias.

A manifestação que fechou a estrada ocorreu um dia depois de PMs terem matado o estudante Douglas Martins Rodrigues, de 17 anos, em uma abordagem ocorrido no Jaçanã, na zona norte. Em sua versão ao depor, o soldado Luciano Pinheiro Bispo, de 31, afirmou que atirou acidentalmente em Douglas. Mais tarde, a Justiça comum enviou o caso à Justiça Militar, por considerar-se incompetente para julgar o caso já que homicídios culposo (quando o autor não tem intenção de matar) cometidos por PMs contra civis são de competência da Justiça Militar.

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