Reproução
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Polícia descarta que mãe ou empresário tenham atirado garoto do 26º andar

Imagens do circuito de segurança do prédio mostram que Juliana Storto saiu para buscar o namorado e voltou 10 minutos após a queda da criança; principal hipótese é que menino tenha acordado, procurado a mãe e empilhado as cadeiras para procurá-la

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2015 | 16h06

A Polícia Civil descartou a hipótese de que o garoto Gustavo Storto, de 5 anos, tenha sido atirado pela janela pela mãe, a farmacêutica Juliana Storto,  de 33 anos, e o namorado dela, o empresário Márcio de Souza Ferreira, de 27. De acordo com as investigações, o casal não estava no apartamento, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, quando a criança caiu do 26° andar.

A polícia chegou à conclusão após analisar imagens do circuito de segurança do prédio onde Juliana mora. Nas imagens, ela sai de carro para buscar o namorado por volta das 23 horas e retorna cerca de uma hora depois. Dez minutos antes, Gustavo caía da janela do banheiro. Seu corpo foi encontrado no estacionamento do prédio. 

O menino estava de tênis, pijamas e uma mochila. A principal hipótese é que ele tenha acordado e procurado a mãe. Depois, arrastado uma cadeira até as proximidades da janela, empilhado uma menor em cima e subido. 

A polícia também descarta que tenha havido briga entre o casal antes da morte da criança. Naquele momento, um partida do Corinthians estava sendo televisionada e muitos torcedores gritavam no prédio.

Juliana deve ser indiciada por abandono de menor e homicídio culposo, quando não há intenção de matar, já que se supõe que a criança não morreria caso ela estivesse em casa. A farmacêutica, no entanto, deve receber perdão de Justiça porque, em casos semelhantes, a perda do filho é considerada a pena mais forte possível.

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