Polícia desarticula quadrilha comandada de dentro de prisão

Na operação, 13 pessoas são presas; presidiários controlavam vendas de drogas por meio de celulares

Chico Siqueira, do Estadão,

28 de novembro de 2007 | 18h15

A Polícia Civil prendeu 13 pessoas e desarticulou uma quadrilha de traficantes comandada de dentro das penitenciárias de Assis e Martinópolis, no interior de São Paulo. Os bandidos controlavam, por meio de celulares, dois grupos de traficantes que atuavam em diversas cidades da região de Presidente Prudente, fornecendo maconha, cocaína e crack para as bocas de fumo.   A logística de distribuição das drogas era controlada de dentro das celas e o caixa da quadrilha também ficava dentro dos presídios. Segundo o delegado Arlindo Ribeiro de Sales, que investigou o caso, o presidiário Aparecido dos Santos Sepúlveda seria o principal líder da quadrilha controlando, de dentro da prisão, um grupo de 20 pessoas que faziam a parte operacional do tráfico.   A polícia investigava a quadrilha havia oito meses; a dificuldade em localizar seus integrantes levou os policiais a chamar a investigação de "Operação Caça-Fantasma". Durante este período, com ajuda de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, a polícia prendeu 49 pessoas, todas acusadas de participação no tráfico. Os policiais também apreenderam carros, motocicletas, celulares, dinheiro, meio quilo de crack e cinco quilos de maconha.   Nesta terça-feira, mais 13 pessoas tiveram prisão temporária decreta e foram detidas nas cidades em Rancharia (9) e Assis (4) e a polícia procura outras quatro, que devem ser presas a qualquer momento. Os presos são suspeitos de fazer parte de outras duas células da quadrilha e serão investigados por comprar, transportar e distribuir a droga nas cidades da região.   Sepúlveda, de 40 anos, o Cidinho, teve prisão temporária decretada. Ele cumpre pena no presídio de Martinópolis, mas já tinha recebido progressão de pena e esperava apenas uma vaga no regime semi-aberto para ser removido da prisão fechada. Cidinho seria o responsável pela gerência de toda a organização, comandando a compra e venda de drogas e a aplicação do dinheiro obtido com o tráfico.

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