Polícia de Ribeirão Preto indicia e investiga skinhead

Ele é suspeito de atacar homossexuais, moradores de rua e malabaristas de semáforos da cidade

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

18 Março 2009 | 14h11

A Polícia Civil de Ribeirão Preto está investigando a atuação de grupos de skinheads que atacam homossexuais, moradores de rua e malabaristas que atuam em semáforos da região central. Na terça-feira, o técnico do som Vladimir Procópio de Oliveira Filardi, de 22 anos, foi detido e ouvido pelo delegado do 1º DP, Luiz Geraldo Dias. Três testemunhas o reconheceram. Cerca de dez pessoas teriam sido agredidas por skinheads em duas praças da região central no último ano.

 

Com Filardi, que teve envolvimento num homicídio em Jaboticabal e tem várias tatuagens pelo corpo, foram encontrados dois tacos de sinuca e um soco inglês. O rapaz alega que faz "bicos" como segurança e precisa dos materiais. Após ser ouvido e indiciado por racismo e agressão, ele foi liberado e responderá o inquérito em liberdade. O delegado quer descobrir os demais integrantes da gangue de skinheads na cidade. Em 1992, um adolescente de 13 anos, morador de rua, foi morto a chutes por um skinhead de 16 anos, na porta de um cinema do centro.

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