REUTERS/Nacho Doce
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Polícia convoca funcionários de companhias aéreas para depor sobre roubo de ouro

Material foi roubado do Aeroporto Internacional de Guarulhos; 13 pessoas já foram ouvidas durante investigação do caso

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2019 | 18h14

SÃO PAULO - Funcionários de duas companhias aéreas, que fariam o transporte da carga de 718,9 quilos de ouro roubada do terminal de cargas do  Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, foram convocados pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre o caso. A quadrilha roubou a carga que, originalmente, seguiria para os Estados Unidos e Canadá.

A polícia não informou quantas funcionários foram chamados. A carga seria transportada pela Air Canada e Swiss International Air lines. Procuradas pelo Estado, as empresas aéreas não se manifestaram. 

Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), 13 pessoas já foram ouvidas na investigação do caso. 

Três suspeitos de envolvimento na ação estão detidos. O primeiro preso pela polícia é um funcionário da aeroporto, Peterson Patrício, de 33 anos. Inicialmente, ele disse à polícia que sua família havia sido sequestrada pelos bandidos, que forçaram sua participação no crime, mas os policiais não acreditaram. O segundo preso é Peterson Brasil, que seria amigo de Patrício.

O terceiro preso por suspeita de participar do assalto é acusado de ter definido o local para intermediar a fuga: um estacionamento na Vila Siqueira, região do Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo. O pintor Célio Dias, de 45 anos, trabalha aos fins de semana no estacionamento, que atende clientes de um forró do bairro, ganhando R$ 100 por dia. Segundo a polícia, o detido teria participação no esquema do roubo oferecendo logística para o transbordo da carga para outros veículos.

Um técnico de manutenção de 40 anos, chegou a ser detido com ele, mas foi liberado após depoimento. Segundo o Deic, Dias foi autuado em flagrante por posse de munição de calibre de uso restrito, ele estava com um carregador de fuzil contendo 31 projéteis calibre 7,62 mm. 

Mineradora

A mineradora Kinross Paracatu, instalada em Minas Gerais, afirmou à polícia ser dona de parte do ouro roubado. A empresa diz esperar que o valor da carga levada seja coberto pela seguradora da transportadora contratada.

A Kinross é de um grupo canadense que atua em mineração e comercialização de ouro. Em seu site, a empresa afirma ser responsável por 22% da produção nacional brasileira de ouro, operando a mina Morro do Ouro, em Paracatu, de onde extrai, em média, 17 toneladas ao ano. 

 

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