Polícia conclui que Mary Vieira Knorr matou as duas filhas

As duas adolescentes foram encontradas mortas em casa no último sábado no Butantã, zona oeste de São Paulo, com marcas de enforcamento

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

20 Setembro 2013 | 19h57

As investigações da Polícia Civil concluídas nesta sexta-feira, 20, apontam que Mary Vieira Knorr matou as duas filhas, Paola Knorr Victorazzo, de 13 anos, e Giovanna Knorr Victorazzo, de 14 no último sábado. "Durante as investigações não se apurou que poderia ter sido outra pessoa", afirmou o delegado Gilmar Contrera, titular do 14° DP (Pinheiros), responsável pelo caso. A prisão em flagrante de Mary foi convertida em preventiva pela Justiça após a finalização do inquérito. Isso significa que ela ficará presa sem que haja um prazo final para que seja libertada.

Com a conclusão dos laudos da perícia na semana que vem, será possível identificar a causa mortis das meninas, que, segundo o delegado, foi por sufocação ou envenenamento. A polícia tentou ouvir Mary por três vezes, sem sucesso. "Hoje, mais uma vez ela permaneceu calada, recusando-se a responder a todas as minhas perguntas". O médico afirmou a Contrera que ela estaria em condições de falar e que os remédios não influenciariam nas suas respostas. Mary continuava internada no Hospital Universitário até a noite de sexta, sem previsão de alta.

Entenda o caso. As duas adolescentes foram encontradas mortas em casa no sábado no Butantã, zona oeste de São Paulo. Havia ainda um cachorro morto com um saco plástico amarrado na cabeça. A mãe das vítimas foi encontrada no chão da sala e afirmou que havia matado as filhas e que queria morrer, segundo a polícia. De acordo com as investigações, Paola e Giovanna foram vistas pela última vez na quarta-feira, dia 11. Já a mãe foi a uma festa de aniversário no dia seguinte e ainda foi vista pelos vizinhos passeando com o cachorro na sexta-feira, 13, após cometer o crime.

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