Polícia conclui nesta 4ª inquérito sobre agressão de servente

Alunos são suspeitos de agredir a mulher; delegado deve inocentá-los

Chico Siqueira, do Estadão

10 de julho de 2007 | 18h21

A Polícia Civil conclui nesta quarta-feira, 11, o caso da servente Nair Silva Alves, 67 anos, que teve dois braços quebrados e ferimentos no olho depois de ser supostamente agredida por estudantes da escola estadual Nove de Julho, de Dracena, interior de São Paulo. Segundo o delegado Antônio Simonatto, o resultado que será enviado nesta quarta ao Ministério Público deverá inocentar os alunos da agressão."O depoimento da vítima, do diretor da escola e dos três alunos ouvidos até agora mostram que ela levou mesmo um esbarrão, caiu no chão e se machucou, mas ainda tenho de ouvir os outros alunos", comentou Simonatto na tarde desta terça-feira. Mas o delegado ainda esperava ouvir os últimos três estudantes antes de tomar posição definitiva. Os estudantes devem ser ouvidos na terça-feira e na quarta.Segundo o delegado, apenas alunos da 5ª série -cujas salas ficam próximas do portão que Nair abriu antes de ser ´atropelada´ - teriam participado do incidente. O delegado negou que a servente tenha sido agredida ou pisoteada pelos alunos, mas disse não poder dizer se o ´esbarrão´ foi intencional ou não, porque Nair estava de costas quando caiu.A posição do delegado, no entanto, é contestada por familiares da servente. A filha Gessilene Alves de Abreu disse que a mãe foi mesmo pisoteada enquanto esteve caída. "Ela me contou que foi mesmo pisoteada por alunos. Agredida mesmo. Ela sente até hoje dores nas costelas", disse a filha.

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