Polícia começa ouvir testemunhas do roubo de tablets em SP

Quadrilha tinha detalhes de horários de turnos, câmeras, sistemas de monitoramentos e alarmes

Ricardo Brandt,

18 de fevereiro de 2013 | 19h13

CAMPINAS - A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas ouviu nesta segunda-feira sete funcionários da empresa de logística que foi roubada por 30 assaltantes em um comboio na madrugada do domingo, na rodovia Anhanguera. O delegado Carlos Henrique Fernandes também vai pedir as imagens das câmeras da AutoBAn, concessionária que administra as rodovias Anhanguera e Bandeirantes.

Os assaltantes invadiram o condomínio empresarial Centro Logístico Brasil (CLB), que fica na rodovia Anhanguera, na altura do entroncamento com a D. Pedro I, no distrito de Nova Aparecida, para roubar uma carga de tablets e smartphones, em uma das maiores firmas de logística e distribuição que presta serviço para a Samsung, Telefonica e Vivo.

O grupo estava fortemente armado com fuzis, submetralhadoras e pistolas. Parte dos assaltantes chegou em um carro caracterizado como da empresa de segurança do condomínio. Depois de renderem os vigias da guarita de entrada, eles liberaram o acesso para os demais integrantes da quadrilha que estavam encapuzados nos outros veículos. O alvo do comboio era uma carga de produtos de alta tecnologia armazenada no centro logístico da espanhola Celistics.

A empresa, que concentra 60% da operação logística das empresas de telecomunicação e de TI do Brasil, se instalou em setembro do ano passado no local, quando foi inaugurado o CLB. Ela ocupa 50% do prédio do centro logístico, que é privado.

A Polícia Militar informou que o grupo teria entrado no condomínio empresarial rendendo um vigia antes do serviço. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha tinha detalhes de horários de turnos, das câmeras, dos sistemas de monitoramentos e alarmes instalados.

Clonado

O delegado da DIG não quis dar detalhes das investigações, mas uma das linhas de investigação vai buscar informações sobre a relação do roubo com a apreensão de uma caminhonete Blazer clonada da Polícia Civil, em outubro do ano passado. O veículo, que tinha as inscrições do Deic, estava estacionado em um local muito próximo do local onde ocorreu o assalto na madrugado do domingo.

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