Polícia começa a ouvir famílias de vítimas em Campinas

Doze homens foram mortos entre domingo e segunda-feira após morte de um PM

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2014 | 10h20

CAMPINAS - Uma equipe de seis delegados começa a ouvir nesta terça-feira, 14, os depoimentos de familiares dos 12 homens assassinados entre a noite de domingo e a madrugada de ontem em Campinas, após a morte de um policial militar durante uma tentativa de assalto horas antes na mesma região. 

Os depoimentos serão acompanhados por um promotor de Justiça destacado para auxiliar nas investigações. 

A Polícia Civil tem como principal linha de investigação o envolvimento de policiais militares nos crimes, mas também apura conflito entre quadrilhas.

Os corpos de quatro das 12 vítimas começaram a ser enterrados também nesta terça-feira, no Cemitério dos Amarais em clima de revolta.

As mortes, todas com características de execução, aconteceram horas depois de um policial militar de folga ser morto com um tiro na cabeça em uma tentativa de assalto na mesma região, do bairro Ouro Verde.

Revoltados, moradores do bairro Vida Nova, onde ocorreram cinco das 12 mortes, invadiram o terminal de transporte urbano, por volta das 11h de ontem, e incendiaram três ônibus, um carro e duas cabines da bilheteria. Outros sete ônibus foram apedrejados por um grupo de cerca de 20 pessoas.

A Polícia Militar teve que intervir e duas pessoas foram presas atirando rojões contra a tropa de choque. Durante a tarde, temendo novos ataques, os ônibus não circularam na região do Ouro Verde e o terminal permaneceu fechado.

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