Polícia começa a ouvir depoimentos sobre queda de jato em SP

Pelo menos 18 pessoas estão hospedadas em hotel na zona norte depois de terem suas casas interditadas

Ana Carolina Moreno, do Jornal da Tarde,

05 de novembro de 2007 | 11h20

Moradores que tiveram suas casas atingidas pela queda do jato Learjet 35, na tarde de domingo, 4, na zona norte de São Paulo, começaram a prestar depoimento sobre o acidente na manhã desta segunda-feira, 5. Quatro casas foram atingidas pelo jato e pelo menos 18 pessoas estão desabrigadas e foram hospedadas no hotel; outras dez foram para a casa de parentes e amigos. Elas foram levadas, ainda na noite de domingo, a um hotel na zona norte. Na tarde de domingo, o jato decolou do Campo de Marte e caiu, de bico, sobre uma casa, sendo que quatro foram atingidas e interditadas. Oito pessoas morreram: seis da mesma família, que estavam dentro de uma das casas, o piloto e o co-piloto da aeronave.   Veja também: Movimento no Campo de Marte cresce 30% com a crise aérea Casas atingidas por jato serão demolidas; buscas são retomadas nesta 2ª Vítimas em terra eram todas da mesma família Vídeo do local do acidente  Vídeo das casas atingidas pelo jato  Vídeo do resgate no local do acidente  Veja como foi o acidente com o Learjet 35  Galeria de fotos  Piloto foi avisado que estava na direção errada Jato estava com manutenção em dia, diz Anac Após acidente, Jobim quer mais fiscalização  Em uma semana, 4 acidentes aéreos em SP Jornalista testemunha queda de avião  Morador flagra queda de jato e filma resgate     Pouco depois das 10 horas, a delegada da Seccional Norte Elizabeth Sato e o delgado do 13º DP André Figueiredo chegaram ao hotel para começar a ouvir os vizinhos das casas atingidas pelo jato Learjet 35, que ficaram desabrigados após ter suas casas interditadas. Duas pessoas eram ouvidas por volta das 10h30 desta segunda. Até às 14h30, os investigadores devem ouvir oito pessoas que tiveram suas casas ou bens atingidos no acidente.   Segundo Elizabeth, "a Polícia Civil está empenhada em atuar o mais rápido possível, mas não dá pra prever o tempo dos peritos (do IML, do Instituto de Criminalística, e da Aeronáutica) para a conclusão dos laudos técnicos". Ela também afirmou ser leviano falar em suposições sobre a causa do acidente. De acordo com a assessoria da Reali Taxi Aéreo, pelo menos 26 pessoas estão hospedadas no hotel, entre vizinhos do acidente e familiares das vítimas.   A delegada da Seccional Norte afirmou que outras testemunhas devem ser ouvidas ainda nesta segunda. Segundo ela, representantes da Reali Táxi Aéreo afirmaram que vão entregar documentos da última manutenção da jato, feita em outubro, e a ficha de identificação do piloto. A assessoria de imprensa da Reali afirmou que está disposta a ajudar nas investigações sobre o acidente, mas que neste primeiro momento dará total apoio aos familiares das vítimas e aos desabrigados.   Também nesta segunda, a assessoria de imprensa da Reali afirmou que o jato tinha seguro e que a empresa tem condições de arcar com os custos de indenizações às famílias e aos desabrigados. Apesar disso, a empresa não divulgou o valor da apólice do seguro.   A empresa afirmou que o piloto do avião, Paulo Roberto M. Firmino, de 39 anos, estava na empresa desde janeiro de 2007, e já teve experiência na aviação comercial. Segundo a Reali, Alberto Soares Júnior, de 24 anos, trabalhava na empresa há quatro meses. A assessoria afirmou que a ida de vôos de táxi aéreo para o Campo de Marte "foi um deslocamento natural" devido às restrições impostas ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, depois do acidente da TAM, que deixou 199 mortos no dia 17 de julho de 2007.   Texto alterado às 14h40 para acréscimo de informações.

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