Polícia cogita usar a força para liberar passagem em M'Boi Mirim

Desorganização dos manifestantes atrapalha negociação; moradores exigem melhorias no transporte público

Solange Spigliatti e Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

07 de março de 2008 | 12h59

Caso não consiga chegar a um acordo com os moradores que, em protesto contra a ineficiência do serviço de transporte público, bloqueiam a Estrada M'Boi Mirim,a Polícia Militar poderá usar a força para liberar o trânsito na região.   A vizinhança solicita a construção de um corredor de ônibus para tornar a viagem mais rápida. A negociação entre manifestantes e policiais, porém, é dificultada porque os moradores não souberam se organizar e eleger um representante, o que resulta em divergências na hora de fechar qualquer tipo de acordo.   O subprefeito de M'Boi Mirim, Lacir Baldusco, admitiu que realmente há problemas de transporte na região, motivo pelo qual moradores bloqueiam desde a manhã desta sexta-feira, 7, a Estrada do M'Boi Mirim, na altura da Avenida Guarapiranga. Em entrevista concedida à Rádio CBN, Baldusco disse que intervenções deveriam ser feitas para melhorar o tráfego de carros e dos ônibus na região. No entanto, alegou, há falta de verbas.   Obras   As obras no corredor da M'Boi Mirim começaram a ser feitas, mas não foram concluídas. Para melhoria do trânsito na região, outras várias obras deveriam ser finalizadas, faróis deveriam ser sincronizados e a sinalização melhorada.   Atualmente, a Estrada do M'Boi Mirim registra, além de um alto número de atropelamentos, uma série de problemas no trânsito. A via tem três faixas de rolamento, uma delas exclusiva para os ônibus, mas a falta de fiscalização e políticas públicas tornam caótico o trânsito na via.   Protesto   A manifestação começou por volta das 8h40 desta sexta, quando alguns moradores atearam fogo em pedaços de madeira e pneus e provocaram a interdição dos dois sentidos da Estrada M'Boi Mirim.   Até as 12h20, a Polícia Militar estimava que cerca de mil participantes estavam protestando no local.   De acordo com a SPTrans, o protesto prejudicou 28 linhas de ônibus e aproximadamente 60 mil passageiros.

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