Polícia Civil ouve PMs que trabalharam na noite da morte de 12 em Campinas

Militares devem responder por que a PM demorou a atender os chamados depois dos assassinatos

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

17 Janeiro 2014 | 17h02

CAMPINAS - A força-tarefa da Polícia Civil para investigar os assassinatos em série de 12 pessoas na periferia de Campinas começou a ouvir nesta sexta-feira, 17, os policiais militares que trabalharam na madrugada do dia 13, na região do Ouro Verde. A principal suspeita é que a ação envolva PMs que teriam agido como um grupo de extermínio em reação ao assassinato de um policial durante um roubo, horas antes, no mesmo bairro, por dois criminosos.

Um dos ouvidos é um tenente que comandava as equipes naquela madrugada. Pelo menos outros dois policiais militares prestaram depoimento. Além de saber o que ocorreu naquela noite, os policiais serão questionados sobre por que a PM demorou a atender os chamados depois dos assassinatos e por que não foi feito o registro de dois baleados que sobreviveram.

A Polícia Civil segue em busca dos dois homens identificados como autores do assassinato do policial militar Arides Luis dos Santos, de 44 anos, na tarde do domingo. O crime pode ter desencadeado a reação contra os criminosos da região. Veja vídeo que registra o momento da morte do policial.

Chacina. Doze pessoas foram mortas, em cinco locais diferentes da mesma região, todos pontos de venda de drogas. As vítimas foram executadas com tiros na cabeça e no tórax, sem chance de defesa. Seis dos mortos não tinham passagem pela polícia. Vizinhos e familiares acusam policiais de terem agido encapuzados.

Mais conteúdo sobre:
violênciachacinaCampinas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.