Polícia Civil faz megaoperação e prende 1.822 em todo o Estado

Ação mobilizou 6.910 agentes; delegado-geral diz que pentes-finos como esse agora passarão a ser rotineiros

O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2013 | 02h03

A Polícia Civil anunciou ontem que 1.822 pessoas foram presas e 208 adolescentes apreendidos durante a Operação Carnaval Seguro, realizada nos últimos dois dias no Estado de São Paulo. Também foram apreendidos mais de 140 quilos de drogas, entre maconha, crack e cocaína.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazek, operações como essa deverão ocorrer rotineiramente, sempre que o setor de inteligência indicar a necessidade. "A partir do momento em que há resultados, a gente aguarda um declínio dos índices de criminalidade."

A maioria das prisões foi feita durante o cumprimento de mandados (1.250). Em flagrante, foram detidos 647 suspeitos. A ação mobilizou todos os departamentos da Polícia Civil e envolveu 6.910 agentes.

Osasco. Segundo o delegado-geral, a Polícia Civil investiga a onda de violência desencadeada na região de Osasco, na Grande São Paulo, após a execução do soldado da PM Luiz Carlos Nascimento Costa, na terça-feira. "Houve a morte de um policial, um crime que se encontra em estágio adiantado de investigação. Com certeza, depois disso houve um acirramento maior, uma situação diferenciada, que também estamos apurando."

Questionado sobre a possibilidade de as dez mortes ocorridas logo após a morte do PM terem sido uma revanche comandada por policiais à paisana, Blazek disse que não descarta nenhuma linha de investigação. Entre os crimes está a chacina de três irmãos na periferia de Osasco. / WILLIAM CARDOSO

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