Polícia Civil faz cerco à feira de drogas

Uma semana após denúncia do 'Estado', agentes detiveram supostos traficantes na Peixoto Gomide; 'comércio' voltou após saída dos policiais

Bruno Ribeiro , O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2014 | 02h01

Após o Estado denunciar, na edição de domingo passado, a feira livre de drogas na Rua Peixoto Gomide, a quatro quadras da Avenida Paulista, policiais civis do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) fizeram um cerco na região e prenderam suspeitos de tráfico, na noite de ontem. Até a 0h30, o número de prisões efetuadas não havia sido divulgado.

A primeira ação e de maior visibilidade foi deflagrada por volta das 22 horas de ontem. Quatro viaturas do Denarc fecharam os cerca de 100 metros da via, entre as Ruas Frei Caneca e Augusta, onde traficantes costumam abordar adolescentes e jovens para vender maconha, cocaína, ecstasy e LSD, entre outros entorpecentes.

A chegada dos policiais chamou a atenção de garotas e garotos que lotam bares da via e também se aglomeram pelas calçadas. Nesse momento, algumas prisões foram efetuadas e, antes das 23h, os policiais deixaram a área.

Apesar do impacto da presença da polícia na região, a operação não alcançou o impacto desejado. O comércio de drogas foi retomado assim que os agentes do Denarc partiram com os detentos nas viaturas. Desta vez, porém, os traficantes adotaram postura mais discreta - os usuários de drogas que tinham de abordá-los.

Policiais se infiltraram entre os frequentadores da rua e adolescentes continuaram a fumar maconha despreocupadamente. O Estado testemunhou quando dois jovens foram presos portando trouxinhas de maconha, em um canto escuro da Peixoto Gomide. Agentes cercaram os rapazes e deram voz de prisão. Nenhuma viatura caracterizada permaneceu na rua ontem à noite.

No domingo passado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou "ação vigorosa" contra o tráfico na região.

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