Polícia Civil de Catanduva investiga rede de pedofilia

Grupo, que envolveria pessoas de renome, teria assediado dezenas de crianças na cidade paulista

Chico Siqueira, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2009 | 15h12

A Polícia Civil e a Vara da Infância e da Juventude de Catanduva, a 385 quilômetros de São Paulo, investigam a participação de pessoas de renome da cidade numa rede de pedofilia que teria abusado de dezenas de crianças em dois bairros pobres da cidade. De acordo com as denúncias, as crianças eram assediadas na frente da escola e levadas numa caminhonete de luxo para uma mansão com piscinas e banheiras de hidromassagem onde eram filmadas e molestadas. Veja também:Gerente de projetos é preso suspeito de pedofilia em SPCrimes na internet cresceram em 240% em seis meses, diz ONGTodas as notícias sobre pedofilia   A juíza Sueli Juarez Alonso, da Vara da Infância e da Juventude de Catanduva, que teria ouvido seis mães confirmando a versão, não quis comentar o assunto, mas o diretor do cartório, Jorge Moraes, confirmou a abertura da investigação. A delegada interina da Mulher da cidade, Rosana da Silva Vanni, também confirmou a investigação e disse que deve ouvir uma das mães nesta quarta-feira. A rede teria relação com o caso do borracheiro José Barra Nova de Melo, de 46 anos, preso em 15 de janeiro, acusado de ter molestado e divulgado imagens pornográficas de 11 crianças. Seu sobrinho, William Melo Souza, de 19 anos, responde a atentado violento ao pudor contra outra criança.  Entre as vítimas da rede estariam crianças molestadas pelo borracheiro. O processo que apura esses crimes e que tramita na 1ª Vara Criminal de Catanduva deve voltar para a Polícia Civil. "Vou ouvir as mães sobre esta novidade. Elas não tinham dito nada disso nos depoimentos sobre o caso do borracheiro", comentou a delegada. Uma das mães teria dito à juíza que o borracheiro atuava com outros comparsas, pessoas de projeção na sociedade de Catanduva, um deles seria o filho de um médico. Na tarde desta terça-feira, 17, pais de crianças fariam um protesto nas ruas de Catanduva para pressionar as autoridades a investigar com rigor as denúncias.

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