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Polícia busca suspeito de matar Glauco em casas de familiares

Agentes de dez delegacias de Osasco procuram Carlos Eduardo Sundfeld Nunes; que segue foragido

Tatiana Piva, do Jornal da Tarde,

13 Março 2010 | 11h24

A Polícia de Osasco procura Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, o principal suspeito de ter assassinado o cartunista Glauco Villas Boas e seu filho Raoni na sexta-feira, na casa de seus familiares e amigos, segundo informações do delegado Arquimedes Cassão Veras Jr., do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Osasco.

 

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Agentes de dez delegacias da região foram destacados para procurar o suspeito, que segue foragido desde o momento do crime, na madrugada da sexta-feira. Segundo o delegado, os policiais ainda procuram corpos com as características de Nunes, já que consideram a hipótese do suicídio do suspeito. Os policiais buscam também uma segunda pessoa, ainda não identificada, que teria ajudado o suspeito a fugir após o crime.

 

A Polícia não descarta a possibilidade do suicídio de Nunes por conta de seu comportamento na ocasião do crime, quando ameaçou se matar, segundo algumas das testemunhas ouvidas pelos investigadores. De acordo com as investigações, o suspeito queria sequestrar o cartunista e a família e levá-los a sua casa. Ele acabou disparando dez vezes, acertando quatro tiros em cada vítima.

 

Testemunhas e relatos

 

Veras Jr. disse ter ouvido mais de cinco pessoas sobre o crime - O pai e o avô de Nunes, a enteada de Glauco, o esposo dela e alguns vizinhos. "Não houve contradição nos depoimentos. Tanto as versões da enteada quanto dos vizinhos são coincidentes", disse o policial.

 

Segundo o delegado, o suspeito morava com o avô, que o acolheu depois que os pais do estudante se separaram. O pai e avó contaram em depoimento ao delegado que o rapaz tem distúrbios psicológicos e já se submeteu a tratamentos psicológicos em várias ocasiões há pelo menos três anos. A mãe do jovem sofreria do mesmo mal, de acordo com Veras Jr.

 

Em 2006, Nunes teve uma passagem pela polícia por porte de entorpecente. Há seis meses frequentava a igreja criada por Glauco na tentativa de livrar-se das drogas, segundo relatos da família. O rapaz chegou a trancar a matrícula da faculdade mais de uma vez. O avô disse na delegacia que não tinha como colocar limites sobre o comportamento do suspeito.

 

Sobre a segunda pessoa que estaria dirigindo o veículo usado após o crime, o delegado disse já ter pistas uma vez que vizinhos da chácara em que o cartunista morava conseguiram anotar a placa do automóvel. Veras Jr., porém, não quis revelar as características do carro, o que poderia atrapalhar as investigações. "Já estamos atrás dessa pessoa", afirma. O policial acredita que o motorista do veículo seja uma pessoa bem próxima do suspeito.

 

A enteada de Glauco disse ao delegado que Nunes deu um primeiro golpe com a arma no rosto do cartunista antes de atirar. Segundo investigações da polícia, o estudante, o avô e o pai não têm nenhuma arma registrada no nome deles. Tanto o pai como o avô negaram saber o paradeiro do suspeito.

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