Polícia atravessa Tietê a remo para soltar refém

Foi preciso atravessar o Rio Tietê a remo e andar 300 metros na mata em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, para a Polícia Civil resgatar o comerciante Celso, de 24 anos. Ele havia sido sequestrado no dia 21 de julho e estava trancado em um barraco de madeira de 9 m² escondido pelo mato. Os bandidos exigiam R$ 3 milhões para libertá-lo.

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

A vítima - a única desse tipo de crime no Estado em julho - havia sido levada pelos bandidos em companhia de um funcionário de suas empresas. Para dominá-los, três sequestradores simularam uma falsa blitz da polícia na Ponte dos Remédios, na zona oeste de São Paulo. Dois dias depois, os bandidos libertaram o funcionário e trocaram Celso de cativeiro. Ontem, a polícia deteve Joel César de Moraes, de 25, acusado de participar do crime. Ele foi preso em casa, em Santana de Parnaíba, e levou os policiais ao cativeiro, onde só era possível chegar atravessando o Tietê.

Eram 9h30 quando oito policiais da Divisão Antissequestro (DAS) apanharam um barco e cruzaram o rio. Os bandidos que vigiavam Celso fugiram. Eles seriam Reinaldo Moraes, de 29, e Rodrigo Oliveira, de 18. Celso foi retirado dali no helicóptero da polícia e levado à DAS.

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