Polícia apreende rifa de carros que renderia R$ 428 mil ao PCC

Cada jogo custava R$ 15 e cartela tinha mais de 28 mil números a serem vendidos; 4 foram presos em Penápolis

Chico Siqueira, especial para O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2008 | 15h14

O Primeiro Comando da Capital (PCC) pretendia arrecadar pelo menos R$ 428 mil com uma rifa valendo o sorteio de cinco veículos 0 km, modelos Golf, Astra, Celta, Strada e Pálio, no dia 27 de dezembro, segundo informações da Polícia Civil de Penápolis, a 480 km de São Paulo. Dezenas de cartelas da rifa foram apreendidas durante blitz feita nas casas de suspeitos de integrarem uma quadrilha que trabalhava pela facção na região noroeste do Estado. O grupo, formado por quatro homens e uma mulher, é acusado de roubos, tráfico, receptação e porte ilegal de arma.  Cada cartela custa R$ 15,00 e tem o número de impressão. Uma delas tem o número 28.583, o que dá a entender que o PCC poderia faturar pelo menos R$ 428 mil com rifa, caso vendesse todos os números até dia 27 de dezembro. O material está sendo analisado pela perícia. Além das rifas, investigadores, chefiados pelo delegado Mauro Gabriel, apreenderam "salves" estimulando os "irmãos" a pagarem as contas em dia e a se empenhar na tarefa de vender as rifas. O objetivo, segundo o delegado, era arrecadar fundos para a facção. Também foram apreendidos celulares, drogas, arma, munições e documentos de veículos. Segundo Gabriel, num dos celulares apreendidos, há fotos comprovando a ligação do grupo com a facção. "Os integrantes também confessaram que atuavam como disciplina ou militante da facção aqui na região", disse.

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