Polícia apreende Porsche abandonado em estacionamento

Investigadores suspeitam que veículo, avaliado em R$ 450 mil, seja de quadrilha

Andressa Zanandrea, do JT

11 de julho de 2007 | 15h27

Agentes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) da Seccional de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, apreenderam, por volta das 23 horas de terça-feira um Porsche Cayenne Turbo cinza, avaliado em R$ 450 mil. O carro havia sido deixado havia quase três meses em um estacionamento no Brooklin, na Zona Sul da Capital, por uma pessoa que se identificou como Emerson Galvão de Moura, um dos criminosos presos em 16 de junho durante a Operação Mansão, da Polícia Civil de Taboão, quando foi desbaratada uma das maiores quadrilhas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro do Estado de São Paulo.Desde que Moura foi preso, segundo a polícia, ninguém apareceu no estacionamento para pagar as mensalidades. O valor devido no estabelecimento era de R$ 55,00. Durante a investigação, os policiais chegaram a percorrer 15 estacionamentos até chegarem ao que fica no número 844 da Rua Nova York.Operação MansãoNa madrugada de 16 de junho, policiais realizaram diligências em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, e em Embu-Guaçu, Taboão da Serra e Diadema, na Grande São Paulo, e em Salto e Itu, no interior. Três homens, entre eles Moura, apontados como integrantes do bando chefiado por Laete Macedo Soares, foram presos durante mandado de buscas e apreensão e confisco de imóveis pertencentes à quadrilha. Houve troca de tiros numa das diligências. Dois bandidos foram mortos e dois carros, um Corolla e um Strada, ambos prata, usados pelos traficantes, foram apreendidos pelos policiais. Laete e a namorada, que estavam no Strada, foram mortos no confronto.A Justiça determinou o seqüestro dos bens do bando: carros, barcos e imóveis de luxo, como uma loja avaliada em R$ 2,5 milhões e uma casa de R$ 1 milhão, que teriam sido comprados com dinheiro do tráfico de drogas. O patrimônio estimado dos criminosos chega a R$ 30 milhões.A quadrilha, que agia havia cinco anos e controlava a venda de cocaína em pelo menos três regiões do Estado, fazia remessas freqüentes para o Rio de Janeiro. A droga, da Bolívia, era misturada em São Paulo e vendida para outras regiões do País. A lavagem de dinheiro era feita por uma construtora de São José dos Campos, revendedoras de carros e lojas de shoppings da Capital.

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