Polícia apreende 800 quilos de maconha escondidos em caminhão frigorífico

A droga estava armazenada nos fundos do veículo, em meio a peças de frango congelado. Quatro pessoas foram presas, entre elas o motorista do caminhão, que tentou fugir quando viu a polícia

André Cabette Fábio, O Estado de S. Paulo

07 Maio 2013 | 09h00

SÃO PAULO - A polícia apreendeu na manhã dessa segunda-feira, 6, cerca de 800 kg de maconha num caminhão frigorífico com destino a Guarulhos, na Grande São Paulo. A carga estava nos fundos do veículo, escondida em meio a peças de frango congelado. A maconha seria usada para abastecer Guarulhos e a zona norte de São Paulo. Quatro traficantes foram presos.

Segundo o delegado Vilson Genestretti, da Delegacia de Investigações de Entorpecentes (Dise) de Guarulhos, a polícia havia sido informada de que a maconha seria entregue num caminhão frigorífico seguindo um carro na manhã de domingo. Seis viaturas aguardaram na entrada da cidade, próximo à Rodovia Presidente Dutra. "Um caminhão chamou a atenção porque acompanhava um Astra preto bem próximo. Quando pegou a ponte para Guarulhos, fizemos a abordagem", relata o delegado. A polícia fechou o acesso à ponte com os carros e cercou os criminosos na altura do número 10 da Avenida Anielo Pratice.

O motorista do caminhão, Antônio Ricardo Lara Furtado, de 23 anos, ainda tentou fugir com o veículo, mas desistiu. Às 8h30, a carga foi apreendida. Dentro de caixas com o carimbo "frágil" em meio ao frango congelado, foram encontrados 23 sacos com tabletes da droga. O peso bruto totalizava 807,2 kg; o líquido, 793 kg.

A carga vinha do Paraná num veículo da Cooperativa Agroindustrial de Consolata (Copacol). "Apreendemos as notas fiscais da carga, e ela estava regular", afirma o delegado. Isso permitiu que o veículo circulasse em meio a outros do mesmo tipo na Castelo Branco. Para Genestretti, não há indícios de que a cooperativa ou o proprietário do caminhão estejam envolvidos no crime. 

Morador de Nova Aurora, no sudoeste do Paraná, o motorista Furtado trabalhava havia apenas 35 dias para o dono do caminhão e relatou à polícia que foi convencido a entrar no esquema por um homem que dirigia o Astra preto e que se identificou como Lázaro. Em troca de um pagamento, ele o orientou a dirigir o caminhão até um posto de gasolina na Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, de onde deveria seguir o veículo preto - como fez. No carro, estavam Jocemar Schauren, de 31; Luiz Fernando Romanek, de 27; e Evandro Marcos Camargo, 32, todos de Cascavel, segundo Genestretti, também no sudoeste do Paraná. 

Em relatos que a polícia definiu como "inconsistentes", os três disseram que não conheciam o motorista e afirmaram que vendiam apenas placas de computador contrabandeadas. Eles foram autuados por tráfico de entorpecentes e associação ao tráfico e encaminhados a um Centro de Detenção Provisória.

Estacionado na sede do Dise, o veículo passou a segunda-feira ligando e desligando seu barulhento sistema de refrigeração. "O crime vai se aperfeiçoando", conclui Genestretti.

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